Operação Força Total marca 16 anos do CPAM-12 no Alto Tietê
O projeto de quarteirização, manutenção periódica da frota, implantação das câmeras operacionais portáteis e reformas em instalações judiciais em Mogi, Suzano e Itaquaquecetuba foram destacados como investimentos para melhoria da segurança na região, durante a cerimônia desta quarta-feira (25), em comemoração aos 16 anos de atividades do Comando de Policiamento de Área Metropolitano (CPAM-12), que […]
25/05/2022 16h30, Atualizado há 51 meses
O projeto de quarteirização, manutenção periódica da frota, implantação das câmeras operacionais portáteis e reformas em instalações judiciais em Mogi, Suzano e Itaquaquecetuba foram destacados como investimentos para melhoria da segurança na região, durante a cerimônia desta quarta-feira (25), em comemoração aos 16 anos de atividades do Comando de Policiamento de Área Metropolitano (CPAM-12), que também foi marcada pela Operação Força Total.
Os avanços na segurança do Alto Tietê foram enfatizados pelo coronel Wagner Giurni Gome, comandante do CPAM-12, desde fevereiro deste ano, no auditório da Universidade de Mogi das Cruzes, onde ele falou sobre projetos e da megaoperação que teve início ao meio-dia de hoje (25) e reuniu policiais em concentração na avenida Cívica, no Mogilar, para o início dos trabalhos. Confira balanço parcial.
O evento também homenageou oficiais, profissionais da segurança pública e jurídica da região, e contou com a presença de autoridades da região, como o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi, e o prefeito de Biritiba Mirim, Carlos Alberto Taino Junior.
Em entrevista a O Diário, o coronel Giurni destacou os planos de atuação para o Alto Tietê. “Minha missão é a integração, com as forças policiais de segurança, como a Polícia Civil, Guarda Civil, o pessoal do trânsito, visando a segurança da população”, apontou o comandante.
Durante solenidade desta quarta-feira (25), o coronel José Raposo de Faria Neto, que estava no comando da CPAM-12 até fevereiro, teve seu retrato inaugurado para exposição na sede. “O sentimento é de alegria e de dever cumprido no tempo que me foi concedido. Alegria tremenda de ter trabalhado pelo Alto Tietê, uma região que levo muita consideração e muito carinho no coração. Foi um período difícil, porque uma boa parte foi uma jornada de pandemia, com dificuldades de coordenação, mas tivemos resultados positivos. Muitos dos cenários que tínhamos antevisto nesse período de pandemia, conseguimos, graças às parcerias que a Polícia Militar teve na região, com outros órgãos e a própria sociedade do Alto Tietê. A sociedade do Alto Tietê é uma sociedade especial, tem um perfil ordeiro”, compartilhou o coronel Raposo.
Já fora do comando há alguns meses, ele faz um balanço das dificuldades e demandas da região, sobretudo, em Mogi. “De uma maneira geral a sociedade brasileira está saindo de um período em que foi privada da sua capacidade produtiva. Todo esse período de fechamento, agora, tem um preço. Nós temos o reaquecimento da economia, a retomada do comércio e da atividade produtiva e o crime segue. Isso é natural, então, vejo que o desafio agora está em a Polícia Militar, como vem fazendo, manter uma presença ainda mais maciça nas ruas. Isso mesmo depois da gente ter mantido um nível de produção e de atuação que exige diversos ajustes em termos de escala, programação e desempenho”, esclarece o oficial.
Avaliando os bons resultados do comando nos últimos anos, o coronel reforçou alguns dos trabalhos recentes. “Os pontos em que o CPAM-12 avançou foram na coordenação interna e com comandos limítrofes, tanto da capital, quanto do interior, para proporcionar resposta ao crime que migra. O crime é uma atividade humana, ela responde a uma inteligência, à busca de resultados, então migra no tempo no espaço. O comando do Alto Tietê nesse tempo focou em transformar o CPA, em dar um upgrade, algo que já vinha sendo feito, mas nessa coordenação da atividade de polícia ostensiva com as demais agências, principalmente, a polícia civil”, expôs o coronel.
Ele faz um balanço positivo do trabalho. “Esta é uma prova de que os órgãos têm que trabalhar em prol da sociedade, uma visão pública muito clara. Além disso, creio que também melhoramos a parte de instrução, a nossa região tem particularidades geográficas que dificultam mandar pessoal para fora da capital, mas conseguimos nesse tempo fazer do CPA um difusor de técnica e doutrina de emprego e acho que nisso o CPA cresceu”, finalizou Raposo.
Aumento da criminalidade
Questionado sobre o crescimento da criminalidade em Mogi, especialmente na região central, fenômeno que acompanhou a retomada econômica com a flexibilização da regras da pandemia, o comandante Giurni enfatizou os trabalhos que têm auxiliado o monitoramento das infrações e, principalmente, evitado maiores números de ocorrências.
“Fizemos uma reunião em abril com representantes do Sincomércio e da Associação Comercial, visando dar instruções para que a gente possa minimizar esses furtos, uma vez que este é um crime de oportunidade. Estamos criando também o programa da vizinhança solidária comercial, trazendo os comerciantes para criarem um grupo de forma que a gente consiga monitorar tudo que está acontecendo na região e, caso ocorra algum furto, esse pessoal é um tutor para contato com a Polícia Militar, que poderá enviar uma viatura para atendimento da ocorrência”, explicou o coronel.
A O Diário, o oficial salientou a afirmação do presidente do Sincomércio, Valterli Martinez, de que não houve registros e ocorrencias na região central da cidade no período do Dia das Mães. “Isso foi em razão desse programa da vizinhança solidária, estabelecido com a Polícia Militar para que a gente possa expressar melhor atendimento”, finaliza Giurni.