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Paciente aguarda há 23 dias por transferência para realização de cirurgia em Mogi

Uma jovem de 22 anos corre risco de não voltar a andar enquanto aguarda há mais de 20 dias por um leito de hospital na região, transferência que ocorre por meio da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross). Raquel Vieira, vítima de um acidente de moto em Mogi das Cruzes no […]

Por O Diário
29/10/2022 11h41, Atualizado há 45 meses

Uma jovem de 22 anos corre risco de não voltar a andar enquanto aguarda há mais de 20 dias por um leito de hospital na região, transferência que ocorre por meio da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross). Raquel Vieira, vítima de um acidente de moto em Mogi das Cruzes no último dia 8, quando foram constatadas três fraturas, chegou a ser transferida duas vezes entre quinta e sexta-feira (27 e 28).

De acordo a irmã da paciente, Aline Vieira, a paciente que está no Hospital Luzia de Pinho Melo, onde este tipo de cirurgia não é realizado, a primeira transferência foi no dia 27, para uma unidade de saúde de Guarulhos, apenas para avaliação do caso e verificação de possibilidade de vaga, o que não ocorreu, levando-a a retornar ao Luzia no mesmo dia.

Na sexta-feira (28), a paciente foi novamente transferida, desta vez, para o Hospital Santa Marcelina de Itaquera, onde a família recebeu a informação de que não havia os materiais necessários para o procedimento cirúrgico.

“Para mim foi uma negligência da parte deles, porque, como transferem um paciente debilitado como ela está, que não pode mexer o pescoço, o corpo, nada. O caso dela é grave mesmo. Então, eles a transferem e ficam fazendo viagem do jeito que ela está dentro da ambulância”, protestou Aline, que acompanha de perto a irmã nesses 23 dias.

Raquel sofreu três fraturas, sendo uma no pescoço e duas na coluna, o que é considerado caso grave. Para justificar a gravidade, Aline informou em entrevista a O Diário que a assistência social do SUS chegou a ligar para ela na manhã deste sábado (29).

“Me ligaram querendo saber do caso da irmã, expliquei sobre a transferência e ela me informou que quando sai uma vaga pela Cross, eles só transferem, não conseguem confirmar se realmente conseguem fazer a cirurgia. Achei um absurdo, por que transferem então?”, questionou a familiar, indignada.

O Diário questionou a Secretaria Estadual de Saúde e recebeu nota informando que a paciente passou pelas unidades Hospital Padre Bento e Hospital Santa Marcelina de Itaquaquecetuba “para avaliação de seu quadro e o caso está sendo monitorado pela Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), que irá auxiliar no encaminhamento a serviço de referência às condições clínicas da paciente”.

Caso recorrênte

Em matérias recentes, este jornal relatou o caso de João Victor Delfino Laurentino, garoto de 11 anos que morreu em decorrência de uma picada de cobra e demorou para ser transferido de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ao Hospital Luzia de Pinho Melo, onde a criança chegou a ficar 11 dias internada, faleceu.

LEIA MAIS: Secretaria apura demora na liberação de vaga para garoto picado por cobra

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