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Paciente reclama e Estado nega redução de médicos no hospital Dr. Arnaldo Pezzuti

Paciente há quatro anos do Centro Especializado em Reabilitação Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, hospital localizado no Distrito de Jundiapeba, o aposentado Júnior Gomes Barbosa, de 38 anos, reclama da redução do número de médicos infectologistas. “Eram quatro médicos, agora só há um e, por isso, pacientes como eu estão sendo desligados porque há uma sobrecarga […]

Por O Diário
17/01/2022 08h38, Atualizado há 51 meses

Paciente há quatro anos do Centro Especializado em Reabilitação Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, hospital localizado no Distrito de Jundiapeba, o aposentado Júnior Gomes Barbosa, de 38 anos, reclama da redução do número de médicos infectologistas. “Eram quatro médicos, agora só há um e, por isso, pacientes como eu estão sendo desligados porque há uma sobrecarga e o atendimento simplesmente está sendo encerrado”, reclama o morador da Vila Brasileira. Por meio da assessoria de Imprensa, a secretaria estadual de Saúde nega a redução do quadro de funcionários.

O paciente recorreu a O Diário para protestar e afirmar que outros serviços nas áreas de psiquiatria e dependência química também foram suspensos. “Aos poucos, o que os pacientes tinham está acabando. E para onde os mogianos serão encaminhados? As pessoas não reclamam, mas o que está acontecendo é o fim de um atendimento importante para muitas pessoas”, comenta.

Ainda conhecido como hospital, apesar de, no nome, não trazer mais essa denominação, o Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, mantém um ambulatório dedicado a doenças infecciosas. Barbosa, por exemplo, trata de uma hepatite. A porta de entrada, no entanto, é fechada, ou seja, apenas por encaminhamento os pacientes têm acesso a especialidades como cardiologia, dermatologia e até odontologia.

O outro lado

O Centro de Reabilitação mogiano dos foi um dos 33 hospitais-colônia brasileiros construídos pelo Estado no primeira metade do século passado para receber compulsoriamente as pessoas diagnosticadas com a doença infecciosa e tratar exclusivamente portadores de hanseníase.

O modelo de tratamento previa o isolamento dos pacientes do restante da sociedade, o que foi se transformando ao longo dos anos com a descoberta do tratamento da doença. 

Com grandes estruturas físicas (um hospital-colônia  era uma pequena cidade com igreja, rádio, teatro, cemitério, ruas e casas para parte dos pacientes, além de outras dependências hospitalares), esses espaços foram sendo desativados e, parte deles, passaram a manter a assistência aos antigos pacientes e abrir outros canais de saúde.

O Dr. Arnaldo serviu de ponta, por exemplo, para assistir pacientes com o HIV, na década de 1990. Também se especializou no tratamento a crianças com doenças crônicas.

Atualmente, presta “assistência a pacientes que possuem patologia crônica ou portadores de alguma doença infectocontagiosa que necessitam de reabilitação e atendimento de longa permanência”.

Questionada sobre a redução dos médicos e também a situação de outros serviços, como a assistência a dependentes químicos, uma antiga a reivindicação da comunidade e lideranças mogianas, a Secretaria de Estado da Saúde não comenta essa queixa, em específico. Porém, descarta a redução dos atendimentos e divulga um balanço do atendimento realizado no ano passado quando foram feitas 18,9 mil consultas.

Por meio de nota, a secretaria estadual de Saúde explica que o Dr. Arnaldo Pezzuti segue como um serviço especializado em doenças infecciosas, de porta fechada para a comunidade. O acesso ao ambulatório e aos leitos hospitalares é feito pela Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (CROSS).

O endereço, afirma a pasta estadual, “mantém 151 leitos ativos para atendimento destes pacientes crônicos e também para reabilitação pós-covid”.

Durante a pandemia, após uma longa negociação e pedidos feitos por prefeitos do Alto Tietê, em um dos picos de casos de Covid, uma ala do hospital que seria destinada à dependência química, atendeu pacientes infectados pelo coronavírus. 

Sobre a reclamação do paciente, a pasta ressalta que “o hospital está atendendo normalmente e conta com equipe completa de profissionais, ofertou cerca de 18, 9 mil consultas em 2021, 10,7 atendimentos presenciais, sendo uma média diária de 41 de atendimentos ambulatoriais nas especialidades de Cardiologia, Infectologia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Dermatologia e Odontologia”.

 

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