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Padre critica proibição para instalação do império do Divino na sede regional de Sabaúna

Críticas à administração regional de Sabaúna, feitas durante missa celebrada pelo padre Jonatas Pereira Diniz, estão tendo grande repercussão entre os moradores do distrito, que há muitos anos mantém tradição cristã. Segundo o religioso, ele teria sido impedido de instalar o altar do império do Divino Espírito Santo no local. As declarações gravadas em vídeo […]

Por O Diário
21/02/2021 13h18, Atualizado há 66 meses

Críticas à administração regional de Sabaúna, feitas durante missa celebrada pelo padre Jonatas Pereira Diniz, estão tendo grande repercussão entre os moradores do distrito, que há muitos anos mantém tradição cristã. Segundo o religioso, ele teria sido impedido de instalar o altar do império do Divino Espírito Santo no local.

As declarações gravadas em vídeo estão circulando nas redes sociais e em diversos grupos de WhatsApp da cidade, com comentários “indignados” por parte de moradores. A Prefeitura alega que houve mal-entendido.      

No vídeo, o líder da igreja local, muito prestigiado por moradores, contou aos fiéis que o novo administrador regional, Wanderlei de Sousa, nomeado pelo prefeito Caio Cunha (PODE), quer proibir a abertura do império na sede da administração, por ser de outra religião, um argumento que na opinião do padre, não se justifica: “se não for pela fé, que seja por respeito à cultura do povo”, reforça, destacando a importância de se preservar uma tradição de 27 anos no distrito.

“Sinto informá-los que neste ano o administrador regional proibiu a abertura do Império do Divino na sede da administração de Sabaúna. Vocês sabem que o novo prefeito (Caio Cunha), trocou os administradores e colocou aqui um administrador protestante, e ele por sua vez então proibiu a abertura do Império”, declarou Jonatas durante a celebração.

O sacerdote comentou ainda que o administrador teria dito que o grupo do Divino poderia até rezar, mas que ele não estaria no local para receber, “uma falta de diplomacia” criticada também pelo padre por se tratar de um agente público.

Esse tipo de atitude, de acordo com o religioso, abre precedentes para que também “passe a atender apenas católicos frequentadores”, no salão paroquial, e em espaços que a igreja costuma ceder para a Prefeitura realizar desde velório até cursos do Crescer, entre outros projetos.

Neste sábado (20), procurado por O Diário, padre Jonatas, esclareceu que por quase três décadas, a igreja instala na administração regional o primeiro sub-império no período em que acontece a festa do Divino em Sabaúna, mas que neste ano, “infelizmente” foi diferente. 

“Prefiro crer que neste ano, por algum mal-entendido, alguma falha de comunicação, assim não se sucedeu. Prefiro acreditar também que no próximo ano o prefeito, porque todos somos irmãos em Cristo, porque temos muitíssimo mais semelhanças do que diferenças, porque além da questão religiosa envolvidos aspectos históricos e cultural, terá sensibilidade de recolocar as coisas em seus devidos lugares”, declarou.

A Prefeitura, por sua vez, informa que não procede essa informação e que não há nenhuma determinação por parte da atual gestão municipal em proibir qualquer tipo de manifestação ou instalação de qualquer natureza, desde que haja cumprimento das normas sanitárias de segurança em razão da pandemia, evitando aglomerações.

A coordenação de comunicação da Prefeitura esclarece ainda que a questão envolvendo a administração regional de Sabaúna está sendo tratada, com reunião já marcada para a próxima semana.

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