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Pastor de Mogi sugere o uso de armas para “nos defendermos”

O pastor Mauro Sérgio Aiello criticou o posicionamento do governo e instituições federais diante do ato antidemocrático e ataques aos prédios da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, durante um culto transmitido nas redes sociais no domingo (8). Em sua fala, o pastor afirma, entre outros pontos que “não é possível que isso continue. Nós não […]

Por O Diário
11/01/2023 07h49, Atualizado há 43 meses

O pastor Mauro Sérgio Aiello criticou o posicionamento do governo e instituições federais diante do ato antidemocrático e ataques aos prédios da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, durante um culto transmitido nas redes sociais no domingo (8). Em sua fala, o pastor afirma, entre outros pontos que “não é possível que isso continue. Nós não vamos pegar em armas, para atacar, mas se for necessário pegar, para nos fedendermos, nós o faremos”. Na segunda-feira, em seu blog pessoal, ele diz que não fez incitação à violência e classifica o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, como ilegítimo.

No video, o religioso defende os manifestantes, muitos deles, detidos em Brasília após os ataques aos principais prédios dos poderes legislativo, executico e judiciário do estado brasileiro. ” Agora temos os senhoriznhos, vozinhos, vozinhas, lá em Brasilia, sendo chamados de terroristas, enquanto os verdadeiros terroristas estão no governo, aqueles que subverteram a ordem”.

O Diário procurou a Igreja Presbiteriana de Mogi das Cruzes, instalada na avenida Henrique Eroles, para um posicionamento sobre a manifestação do pastor que atua na instituição desde 1989..

No vídeo, o pastor critica o ministro da Justiça, o ex-governador do Maranhão, Flávio Dino, considerado por ele como uma “ameaça ao povo brasileiro”.

“Nós estamos acompanhando o ministro da Justiça, falando pelos cotovelos, e não há uma fala dele que promova paz, ele fica ameaçando o povo brasileiro, não fez nada pelo seu estado, o Maranhão, quem tem o pior sistema prisional do país, quem conhece o Maranhão, sabe a miséria em que os Sarneys fizeram com aquele estado. Infelizmente,  é ministro da Justiça e ameaça o povo brasileiro; Não é possível que isso continue. Nós não vamos pegar em armas, para atacar, mas se for necessário pegar, para nos fedendermos, nós o faremos”, defende o líder religioso.

No cultor, ele afirmou que  “o brasileiro, de verdade, não foge à luta. Somos uma nação pacífica, ordeira, mas há um momento que nós precisamos agir”.

Em seu blog pessoal, em um post na segunda-feira (9), ele informa não ser “a favor de depredações, vandalismo, violência, insubordinação e motim”, citando trecho bíblico, e o atual presidente como ilegítimo.

Aos 68 anos, ele descreve que nunca foi a uma manifestação, mas entende que ela é “cabível desde que preservemos a integridade das pessoas e dos patrimônios. Mas esse é meu jeito – não participo de manifestações porque, pelo que se vê, à noite todos os gatos são pardos”.

Analisando trechos do vídeo disponivel na internet, na publicação, o pastor explica que não “incitei ninguém à violência. Disse que não atacarei; se for preciso eu me defenderei. Mas hoje é segunda-feira e eu posso descarregar minha tensão, compartilhar minhas elucubrações, preocupações, impressões e opinar. E meu desejo é contribuir para que, no Estado Democrático de Direito, prepondere o princípio de que a lei é para todos e não para uma casta que se sente acima da lei, da justiça e da ordem”.

Lembrando posiconamento do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), ele descreve que “no meu entendimento o que aconteceu ontem (dia 8) foi o que tenho vaticinado desde que Fachin, em um malabarismo jurídico, soltou um bandido condenado, tornou-o elegível e alçou-o à condição de Presidente da nação brasileira – caos, convulsão. Tenho escrito (não insuflado) que estamos na iminência de uma guerra civil. E repito, tenho escrito isso já há algum tempo. É só você observar, sem passionalismo (o que é muito difícil, para qualquer um fazer) os movimentos na política brasileira. Então, falando em terrorismo, violência, não pode haver nada pior do que tirar um sujeito da prisão, condenado mui justamente, e fazê-lo sentar na cadeira de Chefe do Executivo”

Acrescenta ainda: “Não pode haver terrorismo, e nem violência pior do que fazer o povo ir à urnas em um jogo de cena vergonhoso quando todos sabemos que algo de estranho aconteceu no reino da Dinamarca. Não pode haver terrorismo e nem violência pior do que rasgar a Constituição e colocar nas mãos de um irresponsável o poder absoluto de prender, julgar e condenar algozes em atos incontestes de autoritarismo e despotismo. O resultado é esse – vovozinhos e vovozinhas, patriotas que pagam seus impostos que lutaram para sobreviver, construíram famílias sólidas, sendo taxados de terroristas enquanto os verdadeiros terrorista atropelam o Estado Democrático de Direito, subvertem a ordem e instauram o caos. Isso é violência! Isso é vandalismo moral e ético! E ainda para piorar vem o tal Ministro da Justiça com seus pronunciamentos tresloucados ameaçando os brasileiros de bem”.

Ele termina o texto com uma sugestão: “Sugiro que voltemos à Constituição. Sugiro que cada um de nós cumpra nosso papel. Sugiro que o atual presidente ilegítimo tenha o mínimo de juízo e seja menos odioso e vingativo. Até 2022 dizíamos que iríamos mudar os rumos de nossa nação, nas urnas, nos votos. Parece-me que não há ato de terrorismo e violência pior do que esse, ou seja, roubar um sonho fazendo fazendo dele um enorme pesadelo”.

A Igreja Presbiteriana de Mogi das Cruzes foi fundada em 6 de junho de 1978 e vai completar, portanto, 44 anos de atividades na cidade.

O Diário atualizará esta reportagem assim que coletado o posicionamento do pasto aqui citado.

Conselho de Pastores

Sem opinar sobre o posicionamento do pastor Mauro Aiello, a direção do Conselho dos Pastores de Mogi das Cruzes reforçou que a entidade e as igrejas da cidade são contrárias ao radicalismo, quebradeiras e violência.

“O Conselho é contra o radicalismo, contra a quebradeira, acreditamos que quem ganhou as eleições, ganhou. Não posso me posicionar sobre se houve fraude ou não, porque não tem provas sobre isso, o que nós podemos fazer é orar para que o governo faça um bom governo, e que o Brasil siga bem, independentemente da posição dos governanantes”, afirmou José Miraildes da Penha, que preside o Conselho.

Em 2014, um censo mostrou que a cidade tinha, àquela época, cerca de 700 igrejas e comunidades evangélicas.

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