“Pedágio Não” se reúne com prefeito e define futuras ações
Será nesta segunda-feira (3), a primeira reunião oficial entre integrantes do movimento “Pedágio Não!” e o prefeito Caio Cunha (PODE) para traçar estratégias relativas a futuras ações para tentar impedir que a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) instale o pedágio projetado para o Km 45 da ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Via […]
01/05/2021 11h50, Atualizado há 60 meses
Será nesta segunda-feira (3), a primeira reunião oficial entre integrantes do movimento “Pedágio Não!” e o prefeito Caio Cunha (PODE) para traçar estratégias relativas a futuras ações para tentar impedir que a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) instale o pedágio projetado para o Km 45 da ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Via Dutra, parte de um plano de concessão para a iniciativa privada de uma série de estradas estaduais, a maioria delas localizadas no litoral da Baixada Santista e no caminho para o Litoral Norte.
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Marcado para as 10 horas, o encontro será decisivo, segundo um dos líderes do “Pedágio, Não!”, Paulo Boccuzzi, para ajustes necessários a novos desdobramentos da campanha em Mogi das Cruzes e Alto Tietê. “A ideia é conseguir apoio da Prefeitura Municipal de Mogi para algumas coisas que tínhamos dificuldades no passado, especialmente para alguns trabalhos de rua na cidade”, disse Boccuzzi.
Segundo ele, as principais lideranças do movimento têm conversar bastante, com objetivo de desenvolver um trabalho criativo para que os protestos “voltem às ruas, de maneira segura, para interagir com as pessoas sem causar aglomerações e evitando qualquer tipo de risco em relação ao coronavírus e seus efeitos”.
“Estados cuidando do desenvolvimento de uma nova modalidade de protestos, de maneira mais criativa, o que deverá ser anunciado na próxima semana, depois do encontro com o prefeito Caio Cunha, na Prefeitura de Mogi”, garante Boccuzzi.
Ainda conforme suas declarações, o movimento vem tentando há algum tempo, sem sucesso, um novo contato com o deputado estadual Marcos Damásio da Silva (PL), que a princípio, vinha dando apoio às ações contra o pedágio. “Mas está difícil; já foi mais fácil falar com o deputado, ao contrário dos últimos 60 dias, acredito que em função do recesso da Assembleia Legislativa por conta da pandemia. Mas vamos tentar uma reunião online com o deputado para que ele possa ser informado sobre os próximos passos do movimento”, afirma Boccuzzi.
Para a liderança do “Pedágio, Não!”, “há muita coisa sendo construída durante esse período de distanciamento dos protestos das ruas e vamos ter novidades”, promete ele, lembrando ainda que a cidade não pode “ficar parada” enquanto a Artesp e outros órgãos ligados ao governo continuam avançando com a ideia do pedágio, como mostrou, recentemente, o secretário Marcos Vinholi, de Desenvolvimento, durante visita a Itaquaquecetuba, ao lado do governador João Doria (PSDB).
“A situação é delicada”, alerta Boccuzzi, lembrando que “mais do que nunca, o governo estadual está verdadeiramente interessado em levar adiante o seu projeto de implantar o pedágio na Mogi-Dutra; se a população ficar de braços cruzados já se imagina qual será o resultado, não é mesmo? Estamos em atividade” , garante.
Papel do jornal
Na visão de Paulo Boccuzzi, ao lutar contra o pedágio, “Mogi está dando um exemplo cívico, algo totalmente fora da curva em relação aos demais municípios que sofreram processos semelhantes. E isso tem muito a ver com a atuação do jornal O Diário.Já disse aos meus colegas de movimento que iremos até as últimas conseqüências, pois independentemente do resultado, sairemos desse embate de cabeça erguida”, garantiu.
A luta da cidade e região contra a instalação de um pedágio, como deseja a Artesp, na altura do Km 45 da ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Via Dutra, foi o assunto principal da edição impressa de sábado (01), deste jornal. Numa reportagem especial, a publicação mostra dez motivos pelos quais a cidade e região do Alto Tietê rejeitam a instalação do pedágio pretendido pelo governo do Estado de São Paulo.
O jornal inicia também, com o prefeito de Mogi, Caio Cunha, uma série de cartas destinadas ao governo estadual demonstrando a insatisfação das lideranças e da comunidade regional em relação à ideia do pedágio, rechaçada por todos no Alto Tietê. Além do prefeito de Mogi, outros políticos e representantes de entidades e da própria comunidade também deverão se manifestar, em futuras cartas que o jornal estará divulgando, os motivos pelos quais eles rejeitam a proposta do pedágio na ligação Mogi-Dutra.
Em sua manifestação ao governador João Doria, o prefeito Caio Cunha demonstrou o impacto negativo que uma medida como essa poderá causar aos milhares de moradores de Mogi e região, demonstrando ainda que os mogianos terão de pagar para circular dentro de sua própria cidade.Os efeitos sobre a circulação de mercadorias, especialmente a produção agrícola de Mogi, também foram citados pelo prefeito, para quem o pedágio irá “afugentar os investimentos da cidade”.
Para Caio, “todos perdem com o pedágio” e ele promete, enquanto for prefeito, lutar “visceralmente” contra o pedágio.
Em seu editorial da edição impressa deste sábado, O Diário também demonstrou sua opinião contrária à instalação do pedágio na Mogi-Dutra. Lembrando a participação decisiva do município na construção das rodovias Mogi-Bertioga e Mogi-Dutra, demonstrou convicção diante dos malefícios que o pedágio trará à cidade, região e seus moradores.