Pelo menos quatro escolas estaduais de Mogi registram casos de Covid-19
Pelo menos quatro escolas estaduais de Mogi das Cruzes registram casos de Covid-19, tanto em alunos como em professores. A informação é confirmada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), que diz cobrar um posicionamento da Diretoria de Ensino (DE) há dias. A Prefeitura de Mogi também tem […]
16/09/2021 18h55, Atualizado há 59 meses
Pelo menos quatro escolas estaduais de Mogi das Cruzes registram casos de Covid-19, tanto em alunos como em professores. A informação é confirmada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), que diz cobrar um posicionamento da Diretoria de Ensino (DE) há dias. A Prefeitura de Mogi também tem conhecimento desta situação, conforme apurou O Diário nesta quinta-feira (16).
Na Escola Estadual Maestro Antônio Marmora Filho, no Conjunto Residencial Nova Bertioga, são dois casos de Covid confirmados em alunos; na Koheiji Adachi, no Jardim Santos Dumont I são três; na Antônio Olegario dos Santos Cardoso, neste mesmo bairro, também são três, mas estes em professores, sendo que um deles já retornou as atividades presenciais. E na Galdino Pinheiro Franco, em Braz Cubas, os casos de Covid forçaram o regresso das aulas remotas.
A Apeoesp diz que cobrou a “direção das escolas”, além da Diretoria de Ensino e Vigilância Sanitária há dias. E a Prefeitura promete que uma visita será feita às referidas unidades nesta sexta-feira (17).
Em nota, a administração municipal afirma que “o Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde recebeu essas solicitações e deverá iniciar visitas às unidades nesta sexta-feira (17)”.
Embora o texto traga na sequência que “estes e outros casos estão sendo verificados e serão contabilizados pela Pasta”, não está claro se há casos do novo coronavírus em unidades municipais de ensino. Embora há tenha feito esta pergunta inicialmente, a reportagem de O Diário torna a fazê-la e aguarda retorno.
A resposta enviada inicialmente destaca o “cumprimento rigoroso dos protocolos sanitários” por parte da Secretaria de Educação, o que deve “ser seguido não apenas nas escolas, mas no dia a dia das famílias”. Este protocolo está disponível no site da prefeitura e “estabelece os procedimentos quando há casos confirmados ou suspeitos de Covid-19 nas unidades escolares”.
Neste documento consta que, quando há casos confirmados e/ou suspeitos é preciso tomar medidas imediadatas. Em situações simples, quando há apenas um infectado, basta “fechar a sala de aula onde o caso foi identificado”, deixando o espaço fechado por 14 dias, mesmo período em que “alunos e funcionários em contato próximo de caso positivo devem ficar em quarentena”.
Mas se existirem “pelo menos dois casos, sendo que o link entre eles não pôde ser determinado”, é preciso “imediatamente fechar a escola inteira, que deve continuar fechada por 14 dias”.
Sem esclarecer se há chance disso acontecer, a prefeitura continua, em nota, a listar medidas de controle à pandemia, como a “Brigada da Pandemia na Educação” e o “GAEPE Mogi – Gabinete de Articulação para Enfrentamento da Pandemia na Educação”.
Estado
A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), por sua vez, informa que as escolas da rede seguem todos os protocolos sanitários determinados pelas autoridades de saúde e preserva a segurança de professores, servidores e alunos.
A pasta admite, em nota, que nas escolas citadas há casos prováveis registrados em sistema, e as autoridades municipais de saúde são sempre notificadas a respeito. Nenhuma unidade está fechada por orientação da vigilância epidemiológica.
Segundo o Estado, a escola Galdino Pinheiro Franco passou, nesta quinta-feira (16), por uma higienização preventiva e as aulas ocorreram em formato remoto pelo Centro de Mídias da Educação. Alega ainda que os prováveis de servidores e alunos são acompanhados por meio do SIMED (Sistema de Informação e Monitoramento da Educação para COVID-19) da Seduc-SP, que tem os dados atualizados periodicamente.
“As escolas são ambientes controlados, que recebem os alunos de acordo com a capacidade, além do uso obrigatório de máscara, álcool em gel, medição de temperatura e distanciamento. A vacinação dos professores e profissionais da educação, iniciada em 10 de abril, também é uma forma de garantir ainda mais a proteção de todos os envolvidos nesse processo”, reforça a Secretaria.