Pessoa com fibromialgia vai ter carteira de identificação em Mogi
Os portadores de fibromialgia devem ter carteirinha de identificação para que possam ter agilidade no atendimento dos serviços públicos e usar os estacionamentos públicos em Mogi das Cruzes como prioridade. O projeto de lei que autoriza a medida foi aprovado pelos vereadores da Câmara Municipal, em sessão na tarde desta terça-feira (23). Segundo o autor […]
24/08/2022 16h54, Atualizado há 48 meses
Os portadores de fibromialgia devem ter carteirinha de identificação para que possam ter agilidade no atendimento dos serviços públicos e usar os estacionamentos públicos em Mogi das Cruzes como prioridade. O projeto de lei que autoriza a medida foi aprovado pelos vereadores da Câmara Municipal, em sessão na tarde desta terça-feira (23).
Segundo o autor da proposta, vereador Clodoaldo de Moraes (PL), a iniciativa segue uma solicitação da Associação Nacional de Fibromialgia (Anfibro), entidade instituída para defender os interesses das pessoas que sofrem com essa condição de saúde.
“O pedido foi feito pelo movimento que luta pelo reconhecimento da doença, que muitas vezes não se manifesta em exames clínicos de pacientes. É uma doença silenciosa que causa aos pacientes dores insuportáveis e muito sofrimento porque só existem tratamentos paliativos”, comenta
Ela alega que essa é uma forma de amenizar o sofrimento dos pacientes com essa enfermidade na cidade. “Fiquei surpreso com a quantidade de pessoas que convivem diariamente com essa enfermidade e em saber das dificuldades que esse público tem no dia a dia, até mesmo junto ao INSS para serem reconhecidos. Muitas vezes nem os médicos reconhecem essa doença que provoca dores intensas no corpo todo e impede as pessoas até de trabalhar”, comenta.
No texto do projeto apresenta uma explicação detalhada sobre a fibromialgia, uma doença crônica que causa dores intensas pelo corpo, de origem ainda desconhecida, e que atinge prioritariamente os tendões e articulações. A enfermidade está relacionada ao sistema nervoso central e com os mecanismos de supressão da dor.
Durante o debate da matéria, outros colegas também relataram o drama vivido por pessoas diagnosticadas com a doença.
A vereadora Fernanda Moreno (MDB) afirma que é preciso falar desse tema e alertar a população para a ocorrência da doença, para que as pessoas reconheçam os sintomas e procurem os serviços de saúde para obter ou descartarem esse diagnóstico.
A carteirinha, na opinião dela, ajudará as pessoas em momentos de crise e dores a terem esse reconhecimento da sociedade, além de poder justificar a ausência no trabalho e recebam a compreensão de todos que a sua volta.
O presidente da Comissão de Saúde da Câmara, vereador Otto Rezende (PSD) acrescenta que a medida permitirá que o portador dessa enfermidade seja atendido com maior agilidade e preferência, durante os momentos de crise, quando estão com dores muitas vezes insuportáveis. Que possamos beneficiar estas pessoas”, reforçou.
Outro que se manifestou foi o vereador Eduardo Ota (PODE). Ele disse que acompanhou de perto o drama de uma funcionária que sofria desta enfermidade. “As crises às vezes a impediam de trabalhar Então, esse projeto vem para ajudar os portadores”, reforçou.
A matéria ainda passará por avaliação do prefeito Caio Cunha (PODE), que pode vetar ou aprovar o projeto para virar lei.