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Poá e Biritiba Mirim confirmam casos da variante Delta

A região do Alto Tietê confirmou ao menos dois casos da variante Delta do coronavírus – considerada por especialistas, até agora, a de maior risco. Os registros são das Vigilâncias Epidemiológicas de Poá e Biritiba Mirim, sendo que um dos testes foi realizado em Mogi das Cruzes. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde […]

Por O Diário
17/08/2021 16h22, Atualizado há 60 meses

A região do Alto Tietê confirmou ao menos dois casos da variante Delta do coronavírus – considerada por especialistas, até agora, a de maior risco. Os registros são das Vigilâncias Epidemiológicas de Poá e Biritiba Mirim, sendo que um dos testes foi realizado em Mogi das Cruzes.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Biritiba Mirim, a Vigilância Epidemiológica registrou um caso de variante Delta referente a estudante de medicina de fora do país que esteve em breve visita ao município. Ele fez o teste rápido em
Mogi das Cruzes e foi encaminhado para tratamento médico em Campinas, segundo informado pela Prefeitura de Biritiba.

A Prefeitura de Poá confirmou um caso da variante Delta do novo coronavírus. Segundo a administração municipal, trata-se de uma notificação de26 de julho e confirmada no dia seguinte.

O paciente está bem e não apresentou sintomas graves, de acordo com a nota divulgada pela prefeitura à reportagem de O Diário nesta terça-feira (17).

Em nota, o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê, o Condemat, diz que o surgimento de novas variantes mantém os municípios em alerta, mas, destaca que a “Câmara Técnica de Saúde vem trabalhando em várias frentes, como na articulação junto ao Governo do Estado para o reforço na imunização”. O consórcio também reforça que as cidades “vêm seguindo os protocolos sanitários, medida essencial para o combate à disseminação do vírus”.

A reportagem questionou se o Condemat acompanha os casos notificados pelas cidades. O grupo respondeu apenas que os municípios seguem os protocolos do Ministério da Saúde. Não há um protocolo específico para cada variante e os municípios não têm como identificar o tipo de variante do vírus. Este trabalho é feito por amostragem, pelo Instituto Adolfo Lutz.

Casos de variantes também foram confirmadas em Mogi das Cruzes: houve cinco casos confirmadas da Gamma – sendo que três pacientes morreram e dois estão recuperados, segundo informado pela Prefeitura. Porém, são poucos os casos que são encaminhados para sequenciamento genético. 

Alto Tietê

O Diário questionou todos os 10 municípios da região sobre casos da variante. Veja as respostas até o momento:

Mogi das Cruzes: A cidade não tem, até o momento, registro ou suspeita de casos da variante Delta. O município deve manter as orientações sobre a importância dos cuidados preventivos, como distanciamento social, uso de máscara e higiene das mãos.

Ferraz: De acordo com a Vigilância Epidemiológica não temos registro de nenhuma variante. Itaquaquecetuba: O município teve a confirmação de três casos da variante brasileira (P1). Todos estão bem. Os exames são encaminhados ao Instituto Adolfo Lutz para análise. Todos os casos que a prefeitura tem ciência de que são precedentes de outra região, a informação é colocada na ficha de notificação. O IAL não reportou casos de outras variantes.

Suzano: A Secretaria de Saúde de Suzano informa que, até o momento, não houve identificação de casos de contaminação por alguma variante do novo coronavírus (Covid-19) na cidade.

Atenção

A variante foi identificada primeiro na Índia e é cientificamente comprovada com maior poder de disseminação. No entanto, não há confirmação de ser mais letal. A linhagem já representa 56% dos últimos casos da Covid-19 identificados no Rio de Janeiro.

Por ser altamente contagiosa, ela está causando novos surtos em alguns países, principalmente entre pessoas não vacinadas.

As variantes de um vírus são quando ele sofre mutações, ou seja, quando se transformam em uma nova linhagem, o vírus continua sendo o mesmo, mas agora ele tem versões alternativas, provocando aumento nos casos e medidas ainda mais restritivas de circulação.

Um documento divulgado em julho pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos, informou que a variante é tão transmissível quanto a catapora. Isso significa que ela se espalha mais que o ebola, todas as versões anteriores do coronavírus, a gripe comum

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