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Políticos e entidades avaliam pesquisa que mostra rejeição ao pedágio em Mogi

Políticos, entidades de representação social e o movimento ‘Pedágio Não’ se reuniram na manhã desta terça-feira (24) no Teatro Vasques, em Mogi das Cruzes, para assistir à apresentação dos dados da pesquisa de opinião pública sobre a cobrança de tarifa para quem for trafegar pela rodovia Mogi-Dutra (SP 088), conforme previsto no edital Lote Litoral […]

Por O Diário
24/08/2021 13h53, Atualizado há 60 meses

Políticos, entidades de representação social e o movimento ‘Pedágio Não’ se reuniram na manhã desta terça-feira (24) no Teatro Vasques, em Mogi das Cruzes, para assistir à apresentação dos dados da pesquisa de opinião pública sobre a cobrança de tarifa para quem for trafegar pela rodovia Mogi-Dutra (SP 088), conforme previsto no edital Lote Litoral Paulista, da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp).

O levantamento foi contratado pela Associação Gestora do Distrito do Taboão (Agestab), a Agência de Fomento Empresarial (Agefe) e Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes (Sincomércio) e mostra, em números apresentados por O Diário, que 85% da população da cidade é contra a medida.

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O economista Claudio Costa, diretor-executivo da Agefe, pontuou que a pesquisa vem para somar a tantos estudos de inviabilidade do pedágio e que não é algo emocional das entidades, a população não quer o pedágio. “Hoje em dia as empresas, mais e mais, buscam um ambiente harmonioso, que passa por mão de obra qualificada e os custos de logística. Tem empresas que decidiram fazer investimentos, mudarem fábricas e trazerem para Mogi, que movimentam cerca de 400 containers por mês, e que agora vão ter um impacto em cima disso. Não tem nenhuma lógica, porque não ter melhorias”, ressaltou.

Valterli Martinez, representante do Sincomércio, lembrou que desde que a proposta foi apresentada, em outubro de 2019, que a entidade se mostrou contrária à instalação do pedágio, inclusive com o envio de carta ao governador João Doria (PSDB). Para ele, Mogi é uma via de trânsito para toda a região e uma cobrança na chegada e saída da cidade vai impactar de forma negativa todo o Alto Tietê.

“É um absurdo essa pontuação da Artesp em não nos ouvir, fazer uma licitação mal feita. Junto com a administração pública e as entidades, a gente diz que não terá nenhuma melhoria para Mogi. Tem lojas grandes vindo aqui e aproveitando o bom cenário mogiano, mas existe uma preocupação muito grande de elas não quererem Mogi, porque um custo desses impacta”, avaliou.

Com a plateia do Teatro Vasques lotada, o prefeito de Mogi, Caio Cunha (Podemos), gravou um vídeo mostrando que a cidade se mantém mobilizada contra o pedágio. Em seguida, Cunha ressaltou que se pensaram que a cidade estivesse apenas com um movimento político contra o pedágio, que a reunião desta terça-feira mostrou que a população está totalmente contra e não vai admitir pagar para circular na Mogi-Dutra.

“A pesquisa fundamenta os nossos argumentos. A gente tem se posicionado juridicamente e tido bons resultados, mas nada melhor do que você ouvir a população e mostrar que ela não admite o pedágio aqui. Como o estado pode propor algo que prejudica o mogiano e a mogiana. A pesquisa tinha que ser feita pelo estado antes do projeto. Como não fizeram, a gente fez e mostrou”, disse.

O prefeito disse ainda que a Artesp não procurou a prefeitura após a decisão do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) de retirar o trecho urbano da Rota do Sol do projeto. “Eles sequer retiraram o edital anterior do próprio site. Inclusive a gente vai comunicar o Tribunal de Contas em relação a isso. Eu não sei se é uma falha, mas eles não vão procurar a gente. O que eles alegam é que vão readequar o edital para que seja republicado”, disse.

Uma das pessoas que falaram durante a apresentação dos dados foi o lider do movimento “Pedágio Não”, Paulo Boccuzzi. Ele destacou que fica visível de que é necessário reforçar, de tempos em tempos, o posicionamento da cidade contra o pedágio, porque o governo do estado demonstra que se utiliza do cansaço da população para implantar um pedágio.

“Esse governo Doria se mostra muito distante da população. Em Mogi isso fica muito emblemático, porque estamos falando de uma região que poderia ser considerado o berço do PSDB e, possivelmente, isso vai causar desdobramentos políticos. O Alto Tietê pode ser o peso da balança já que em 2022 a gente vai ter eleições muito parelhas. Pode ser que ele perca uma eleição para o governo do estado por não ter aberto a conversa com Mogi e região”, avaliou.

O evento contou ainda com a participação de vereadores, outras entidades, como a Associação Comercial de Mogi.

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