Postos de Saúde vacinam contra poliomielite e Covid-19 até às 14h
Não se esqueça! Os postos de saúde de Mogi das Cruzes estão abertos neste sábado (22) para vacinação contra poliomielite e Covid-19 Ao todo, 11 unidades de Saúde estarão abertas até às 14 horas para vacinar crianças de 1 a 4 anos, 11 meses e 29 dias contra a poliomielite e crianças de 3 e […]
22/10/2022 11h38, Atualizado há 44 meses
Não se esqueça! Os postos de saúde de Mogi das Cruzes estão abertos neste sábado (22) para vacinação contra poliomielite e Covid-19
Ao todo, 11 unidades de Saúde estarão abertas até às 14 horas para vacinar crianças de 1 a 4 anos, 11 meses e 29 dias contra a poliomielite e crianças de 3 e 4 anos contra a Covid-19 em demanda livre. Outras faixas etárias serão atendidas com agendamento prévio no www.cliquevacina.com.br .
A Campanha de Vacinação contra a Poliomielite termina no final do mês. Devem receber a dose todas as crianças de 1 a 4 anos que não compareceram à campanha após o dia 8 de agosto. É necessário levar a caderneta de vacinação para conferência. Para receber a dose contra a Covid, para crianças de 3 e 4 anos, é preciso apresentar também certidão de nascimento e caderneta de vacina Covid da dose anterior, se tiver.
Confira os Postos de Saúde
ALTO IPIRANGA
BRAZ CUBAS
JARDIM CAMILA
JUNDIAPEBA
SANTA TEREZA
VILA SUISSA
VILA NATAL
JARDIM IVETE
SANTO ÂNGELO
VILA JUNDIAÍ
JARDIM UNIVERSO – somente vacina da poliomielite
A volta da pólio
Casos de poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, ameaçam retornar ao País após 33 anos desde o seu último registro em território nacional. Com os primeiros surtos registrados no Rio de Janeiro no início do Século XX, o patógeno provocou epidemias no mundo todo ao longo dos anos. O último caso notificado no Brasil foi em 1989, porém, especialistas alertam que o país está sob o risco de circulação da pólio novamente.
A identificação de vírus ativo nos esgotos de Londres e Nova York, casos da doença confirmados em países como Malawi, Israel, Ucrânia e, mais recentemente, nos Estados Unidos, aliados à baixa cobertura vacinal no Brasil e ao redor do mundo, levaram a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) a incluir o Brasil na lista de países que estão sob alto risco de retorno desta doença.
A poliomielite é uma doença infectocontagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar adultos e crianças por meio do contato direto com o vírus presente no esgoto ou secreções eliminadas pela boca de pessoas doentes. Nos casos graves, em que acontecem paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos, mas os músculos respiratórios também podem ser impactados, levando a casos de óbito.
A imunização segue sendo a única forma de prevenir a doença. Apesar das graves consequências da pólio e da vacinação estar disponível gratuitamente nos postos de saúde, desde 2016 o Brasil não atinge a meta de 95% do público-alvo vacinado, taxa ideal para que a população esteja protegida.
O cenário de vulnerabilidade está ainda maior: neste ano, até o dia 30 de setembro, apenas 54,21% das crianças entre um e menores de cinco anos haviam sido imunizadas, e um estudo recente da Fundação Oswaldo Cruz destacou que apenas 2 em cada 5 delas estão protegidas contra a poliomielite. “A situação é grave. O Brasil sempre foi exemplo de sucesso por conseguir manter altas coberturas vacinais, mesmo com sua extensão e diversidade demográfica. Hoje, somos vítimas do nosso próprio sucesso. Graças à vacinação, a população não vê mais surtos epidêmicos, doenças, mortes, sequelas. Perdeu-se a noção do risco que as doenças preveníveis por vacina representam, mas essas doenças matam e deixam sequelas”, explica a médica Maria de Lourdes Sousa Mais, coordenadora da Assessoria Clínica de Bio-Manguinhos e do Projeto pela Reconquista das Coberturas Vacinais.
De acordo com a médica Luiza Helena Falleiros, pediatra e infectologista: “o século XX foi marcado por um terrível medo, justificável, da poliomielite. Milhares de crianças no mundo ou tiveram paralisia e sua vida impactada para sempre, ou mesmo morreram. Quando a vacina é disponibilizada, há uma resistência inicial, quebrada ao longo do tempo e, com o passar dos anos, a doença é controlada a tal ponto que as pessoas não se lembram de sua gravidade. É o que acontece hoje”, afirma.
Aos 54 anos, o médico pneumologista, Humberto Golfieri Júnior, conta sua experiência com a poliomielite: “Meus pais eram muito jovens e, como não havia muita informação sobre as vacinas na época, apesar do medo geral da doença, não fui imunizado contra a pólio”. Ele contraiu a doença, seguida por febre e paralisia ascendente, que afetou os músculos respiratórios e quase o levou à morte. Após a realização de cirurgias corretivas para recuperação funcional muscular, Humberto se tornou médico. “Hoje, eu tenho uma vida plena, apesar das consequências. Infelizmente, as gerações mais jovens não têm ideia do que é a poliomielite e sua gravidade. Acredito que seja parte da minha missão ser um exemplo e servir para conscientizar os pais da importância da vacinação, única maneira de evitar a doença”, ele complementa.
Mobilização
Ao redor do mundo, as nações já começaram a se mobilizar. No Reino Unido, o governo segue monitorando o vírus no meio ambiente, implementando campanhas de vacinação de reforço e solicitando aos profissionais de saúde que verifiquem se as vacinas de rotina de crianças e adultos recém-cadastrados estão em dia. Nos Estados Unidos, o governo está realizando testes e detectou a presença de poliovírus em amostras de águas residuais em Nova York e estados vizinhos, além de estar fornecendo dados atualizados sobre a doença para profissionais de saúde e hospitais.
Os casos de poliomielite, conforme reforçado pelas autoridades de saúde das Américas durante a 30ª Conferência Sanitária Pan-Americana, serão combatidos apenas com vacinação e com o engajamento de todas as esferas da sociedade, incluindo líderes comunitários, organizações não governamentais, setor privado e instituições acadêmicas.
Vacinação
Na rede pública de saúde, a imunização contra a poliomielite deve ser iniciada com a vacina inativada injetável (VIP) a partir dos 2 meses de vida, com mais duas doses desta vacina aos 4 e 6 meses. A partir de um ano de idade, as doses de reforço são feitas com a vacina atenuada oral (VOP), aos 15 meses, 4 anos de idade e em campanhas de vacinação para crianças de 1 a 4 anos.
O calendário de vacinação da Sociedade Brasileira de Imunização (Sbim) recomenda que a imunização contra a poliomielite seja realizada com a vacina inativada injetável (VIP), sendo iniciada a partir dos 2 meses de vida, com mais duas doses de reforço desta vacina aos 4 e 6 meses, além dos reforços entre 15 e 18 meses e aos 5 anos de idade.