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Praça amanhece com lixo, pichações e cacos de vidro

Mesmo depois dos episódios de agressões e tiro envolvendo um morador do local, que acabaram se transformando em caso de polícia, durante esta semana, os atos de vandalismo e arruaças persistiram durante a noite de sábado (4) e madrugada de domingo (5) na praça Francisca Campos Mello Freire, no bairro Monte Líbano, em Mogi. Para […]

Por O Diário
05/09/2021 12h24, Atualizado há 60 meses

Mesmo depois dos episódios de agressões e tiro envolvendo um morador do local, que acabaram se transformando em caso de polícia, durante esta semana, os atos de vandalismo e arruaças persistiram durante a noite de sábado (4) e madrugada de domingo (5) na praça Francisca Campos Mello Freire, no bairro Monte Líbano, em Mogi.

Para intranquilidade dos moradores do entorno do local, onde estão situados inúmeros prédios residenciais, a praça continua sendo frequentada, principalmente nos finais de semana, por jovens e adultos que ali se encontram para ouvir música numa altura incompatível com os limites impostos pela Lei do Silêncio, além de promoverem badernas, especialmente depois que a grande quantidade de bebidas alcoólicas por eles consumidas deixa o ambiente ainda mais propício a abusos de todo tipo.

Segundo moradores que pedem para não ser identificados, há sinais claros de que o consumo no local vai além do álcool, se estendendo também para o consumo de drogas.

Os resultados desses encontros podem ser notados nas manhãs, logo após as noitadas. Nos mais diferentes pontos da praça sobram lixo, copos e garrafas vazias que são deixadas sobre bancos e até junto ao monumento do trator, que já foi alvo também de pichações, a exemplo de outros equipamentos públicos disponíveis no local.

Insatisfeitos com tamanha falta de civilidade, os frequentadores noturnos da praça Francisca Campos Mello Freire ainda avançam para outras formas de vandalismo, quebrando garrafas de bebidas – vodka, principalmente – e deixando os cacos esparramados sobre o piso e até sobre bancos e espaços ainda gramados do local.

O vídeo enviado à redação por um leitor que pediu para não ser identificado, temendo represálias,  mostra bem a situação em que se encontrava o local durante a manhã deste domingo (5), antes da chegada do pessoal da limpeza que ainda não acertou os esquema de atendimento à praça, principalmente nos finais de semana, após a troca da empresa encarregada de realizar tais serviços.

O resultado disso é a ausência, no período da manhã, de crianças que costumavam frequentar a praça aos domingos, junto com pais ou avós. O risco de as crianças se machucarem nos restos de vidros espalhados por toda a praça já fez com que muitas famílias deixassem de levar os pequenos até lá, temendo problemas maiores.

Apesar de tais fatos estarem se repetindo a cada final de semana, ainda não se viu uma fiscalização capaz de impedir as arruaças, som alto e quebra-quebras de garrafas, durante as madrugadas de domingo na praça que já foi um local de lazer para crianças, além de ponto de caminhadas e descanso para idosos, a ponto de o local haver sido apelidado, pejorativamente, de “Praça dos Enfartados”. Moradores dos prédios localizados no entorno da praça reclamam com frequência a este jornal, mas a julgar pelas reincidências das confusões naquele local, tais reclamações não conseguiram sensibilizar os responsáveis pela segurança e manutenção da tranquilidade de quem mora naquela região da cidade. Eles continuam cobrando e esperando que algo seja feito para resolver de vez tais problemas.

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