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Prefeito barra obras e abre frente contra pedágio na Mogi-Dutra

O prefeito Caio Cunha (PODE) vem realizando uma série de ações para tentar impedir o pedágio que a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) planeja instalar na altura do Km 45 da ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Via Dutra, proximidades da Casa do Queijo. Acompanhado da deputada Renata Abreu (PODE), o prefeito mogiano […]

Por O Diário
25/03/2021 00h03, Atualizado há 65 meses

O prefeito Caio Cunha (PODE) vem realizando uma série de ações para tentar impedir o pedágio que a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) planeja instalar na altura do Km 45 da ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Via Dutra, proximidades da Casa do Queijo.

Acompanhado da deputada Renata Abreu (PODE), o prefeito mogiano esteve reunido com o vice-governador do Estado, Rodrigo Garcia (DEM), onde reforçou que a cidade e seus moradores não aceitarão a instalação do pedágio na Mogi-Dutra. Segundo Caio, seu interlocutor buscou explicar o projeto liderado pela Artesp, “mas entendeu nosso posicionamento”. Porém, não deu qualquer garantir sobre possíveis mudanças de planos da parte do governo estadual em relação ao assunto.

Ao mesmo tempo em que procurava demonstrar aos representantes do governo estadual a insatisfação dos mogianos em geral em relação à obra, o prefeito Caio Cunha também negou autorização para que a Artesp e outras empresas ligadas ao Estado iniciassem algumas melhorias no sistema viário de Mogi, que constam do projeto governamental como contrapartidas ao plano de colocação do posto de cobrança na região da Serra do Itapeti.

Tais melhorias seriam, por exemplo, a colocação de passarelas para pedestres em alguns pontos de maior movimento da ligação Mogi-Bertioga, na saída da cidade em direção à Baixada Santista, alargamento de alguns pontos da via, entre outras obras.

“A Artesp e empresas vinculadas ao Estado nos pediram autorização para iniciar as ‘benfeitorias’ de contrapartida e estudo de tráfego na Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga. Não autorizamos porque estaríamos, subjetivamente, concordando com o pedágio, já que as obras seriam contrapartida à sua insalação”, explicou o prefeito, que preferiu evitar uma possível “pegadinha” governamental, a qual poderia vir a ser usada juridicamente contra a cidade, num possível embate jurídico contra o pedágio.

Questionado se ele não temia possíveis ações judiciais de parte da Artesp e outros setores do Estado para conseguir o que não lhes foi autorizado a executar, o prefeito foi taxativo:

“Podem recorrer à Justiça ou ao papa. Já avisei que estou na linha de frente nessa luta e que eles terão forte desgaste, se insistirem nisso”.

Caio Cunha joga todas as suas fichas no peso político-eleitoral da cidade para tentar impedir a vinda do pedágio para a área urbana de Mogi das Cruzes. “Acredito que o fato de enfrentar uma cidade de 500 mil habitantes, com um prefeito que está disposto a enfrentar a situação de peito aberto, seja um baita desgaste político, que não deve interessar nem um pouco para o governo”, afirma o prefeito mogiano.

Ele assegura ainda, falando em relação ao futuro, que “a cada passo que a Artesp tentar dar nesse sentido, estaremos prontos para impedi-los”. Caio se mostra disposto a encarar a verdadeira obsessão da Artesp e do governo estadual pelo pedágio. “A Artesp parece estar mesmo obcecada por este pedágio, mas nós também estamos obcecados em lutar contra isso”, promete ele.

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