Prefeito de Mogi promete “cidade melhor” e pede a mulher, Simone, em casamento
(Matéria atualizada em 3 de janeiro) O primeiro discurso do prefeito Caio Cunha, do Podemos, na tribuna da Câmara de Mogi das Cruzes, pode ser dividido em três partes. Ele falou sobre a família, e o apoio irrestrito que recebeu da mulher, Simone; o papel dos vereadores na construção de uma agenda focada nas necessidades […]
01/01/2021 19h27, Atualizado há 67 meses
(Matéria atualizada em 3 de janeiro)
O primeiro discurso do prefeito Caio Cunha, do Podemos, na tribuna da Câmara de Mogi das Cruzes, pode ser dividido em três partes. Ele falou sobre a família, e o apoio irrestrito que recebeu da mulher, Simone; o papel dos vereadores na construção de uma agenda focada nas necessidades da cidade e do desejo de ser o melhor gestor público a ocupar a Prefeitura. A primeira fala como voz principal do Poder Executivo foi genérica, sem tocar em questoes pontuais ou diretrizes do novo governo municipal.
De improviso e a quebra do protocolo, como caberia esperar do jovem político de 42 anos, que estreia no cargo e ocupou a Câmara nos últimos dois mandatos, ele se deixou levar pela emoção, contando que viveu a campanha eleitoral como se fosse um “cubo de gelo”.
Disse estar muito feliz e disposto para viver o novo ciclo da carreira política iniciada como o parlamentar menos votos, e, quatro anos depois, o inverso disso, o mais votado.
Agradeceu a Deus “por ter a oportunidade de servir a cidade, apesar de mim, ele confiou em mim”, como fez a maioria dos vereadores que tiverem oportunidade à voz, na solenidade de posse, e dedicou parte do tempo a agradecer a mulher, Simone Marginet Cunha, com quem está casado há 21 anos.
“A ‘Si’ conhece o Caio César Machado da Cunha melhor que que ninguem”, disse, elencando características pessois como as de ser “acelerado e briguento”. Ao contar sobre o relacionamento, disse que não havia, até esta sexta-feira (1), pedido a mulher em casamento, o que o fez no plenário e provocou sorrisos e sussuros na pequena plateia. Na verdade, eles já são casados. E quem conduziu a cerimônia de casamento foi o pai do pastor Marcio Bettini Maldonado Filho, que estava na tribuna, durante posse. (erroneamente, O Diário afirmou que havia sido o pai do prefeito, quem conduziu tal cerimônia).
Por causa da pandemia, o acesso ao local foi restrito, um fato lamentado por Cunha, que tomou posse como vereadores em 2015 e 2017.
Ao falar diretamente com o ex-prefeito Marcus Melo (PSDB), que estava na mesa, em frente à tribuna, Cunha disse que pedia orações para a família dele porque sempre via “a exposição de sua imagem, e de sua família, e sempre me solidarizei com isso”.
Ainda sobre Melo e a disputa recente pela cadeira que agora ocupa, Cunha concluiu que não possui inimigos. “Você foi uma pessoa que estendeu a mão, abriu as portas da Prefeitura, eu te agradeço por ter servido a cidade durante esses quatro anos”.
Na sequência, dirigiu elogios à vice-prefeita – a primeira na história de Mogi das Cruzes -, a professora Priscila Yamagami Keller, que participa do projeto Vamos Ocupar a Cidade, junto a ele, desde 2014. “No nosso projeto você foi a pessoa mais inspiradora, com aquele energia toda, parabéns”.
A vereadora Malu Fernandes, uma das mais novas eleitas no Brasil, com 22 anos, também mereceu afagos. “Quando eu olho a Malu eu digo: ela está dando certo”. E lembrou como a jovem fez política, um pouco mais nova, quando perdeu a eleição para o Grêmio Estudantil da escola Dr. Deodato Wertheimer, e articulou o comando da entidade.
O Legislativo
Sobre a gestão que se inicia e a participaçlão da Câmara, Cunha admitiu os grandes desafios a serem enfrentados. Ele pregou a independencia do Poder Legislativo, mas pendiu que a Câmara pense naq agenda da cidade, no que a cidade precisa. Que fiscalize, que cobre e que seja transparente, disse em linhas gerais.
O melhor prefeito
Cunha disse que pretende ser o “melhor” que Mogi das Cruzes teve até o momento. “Com todo o respeito aos outros, e pode parecer arrogância”, iniciou, ao admitir que os outros prefeitos cumpriram seus papeis, “já fizeram muito pela cidade” e que os vereadores sejam” os melhores que Mogi já teve. Esse é o meu desejo de coração”
Ao se dirigir ao bispo diocesano, dom Pedro Luiz Stringhini, e ao pastor Mauro Maldonado, da Igreja Adoração e Vida, ele afirmou que a cidade “está precisanod de uma igreja em cristo” para que Mogi seja um lugar de “paz e justiça. Para que todas as pessoas tenham qualidade de vida, e, para isso, não adianta apenas orar, só pedir a Deus”.
Caio Cunha vê a renovação dos dois poderes como “um tempo diferente”, realçou que haverá dificuldades e a nova administração irá impor um novo ritmo na condução da cidade. Para isso, pediu a colaboração dos vereadores. “Conto com cada um de vocês, para que a cidade seja orientada por pessoas”.
À vereadora Inês Paz (PSOL) resumiu: “continue assim, batalhadora. Cada um de vocês representa uma identidade. Uma parte da população de Mogi estará representada nos próximos quatro anos”.
O prefeito agradeceu aos 107 mil votos recebidos (o número exato foi repassado pela jornalista Juliana Nakagawa), antes de encerra o primeiro discurso como o 57º prefeito de Mogi das Cruzes.