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Prefeito diz que não aprova pedágio neste mandato

O prefeito Caio Cunha (Pode) afirmou a integrantes do Movimento Pedágio Não, em uma reunião nesta segunda-feira (3), que nos próximos quatro anos, não vai aprovar qualquer obra para a instalação de um pedágio na rodovia Mogi-Dutra. Ele contou que não tem respondido aos pedidos do Governo do Estado para a realização de obras a […]

Por O Diário
03/05/2021 17h05, Atualizado há 66 meses

O prefeito Caio Cunha (Pode) afirmou a integrantes do Movimento Pedágio Não, em uma reunião nesta segunda-feira (3), que nos próximos quatro anos, não vai aprovar qualquer obra para a instalação de um pedágio na rodovia Mogi-Dutra. Ele contou que não tem respondido aos pedidos do Governo do Estado para a realização de obras a título de compensação pela construção de uma praça de cobrança na cidade, desde o início do mandato.

Segundo Paulo Boccuzzi, integrante do Movimento Pedágio Não, o encontro serviu para alinhar os objetivos das lideranças, que deverão trabalhar agora para formar uma Frente Parlamentar, com deputados estaduais de todas as regiões com o objetivo de fortalecer a luta mogiana.

O prefeito reforçou que, no encontro com o vice-governador Rodrigo Garcia, há algumas semanas,  ficou muito claro que o plano da Agência de Transportes do Estado de São Paulo, para a concessão das roodovias litorâneas, prevê o pedágio no quilômetro 45 da Mogi-Dutra. Como qualquer mudança na localização, nesta altura do campeonato, obriga o reinício do processo, com novas audiências públicas, Cunha acredita que o desafio será mesmo impedir a concretização desse estudo.

Anteriormente, no entanto, a Artesp já havia afirmado que o pedágio não seria instalado no quilômetro 45 da Mogi-Dutra. A Agência de Transportes, no entanto, não diz onde seria a localização exata da praça de cobrança.

Lideranças de entidades representantes dos engenheiros e arquitetos, e dos agricultores, participaram da reunião, que também acertou uma parceria para se ampliar a comunicação do movimento contra o pedágio aos mogianos, por meio de eventos e de maior publicidade dos argumentos contrários ao que poderá encarecer o custo de vida dos mogianos.

“O prefeito Caio se posiciona contra o pedágio de maneira muito incisiva, diferente de outras lideranças, como se isso fosse apenas em atenção à insatisfação popular. Ele afirma que não pode dar plena garantia, mas que irá usar de todas as possibilidades para isso (impedir a construção do pedágio)”, afirmou Boccuzzi.

O prefeito reafirmou que essa luta depende muito da mobilização popular. “O Caio afirma que essa questão trará um desgaste grande com o Governo do Estado, e ele disse que vai assumir esse desgaste”.

Um detalhe que não passou despercebido foi o fato de o Governo do Estado já solicitar autorização para obras, em nome da compensação pela instalação do pedágio, antes mesmo de ter sido o edital para a concessão do lote de rodovias litorâneas.

De acordo com o prefeito, representantes do Estado têm encaminhado diversos ofícios solicitando a aprovação da Prefeitura. Esses documentos não estão sendo respondidos.

Futuro

Uma das apostas do Movimento Pedágio Não é o reforço da mobilização política com a criação de uma Frente Parlamentar, com deputados do Alto Tietê e de outras regiões. “Queremos obter apoio de outros deputados e gravar vídeos, com a adesão deles ao Pedágio Não”, disse Boccuzzi.

Um calendário com atividades preparadas pelo Movimento Pedágio Não, que reúne associações de bairro e entidades de classe, deverá ser divulgado nos próximos dias.

Motivos

O Diário ouviu representantes de variados segmentos para apontar10 principais argumentos para não ter cobrança de pedágio em Mogi

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