Prefeito Zé, de Guararema, assina carta de número 29 contra pedágio em Mogi
Neste sábado (12), o prefeito José Luiz Eroles Freire (PL), o Zé, de Guararema, assina a carta publicada por O Diário endereçada ao Governo do Estado de São Paulo com argumentos contrários à instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra. Diariamente, desde 1º de maio, o jornal traz uma carta escrita por liderança ou representante da […]
12/06/2021 16h28, Atualizado há 60 meses
Neste sábado (12), o prefeito José Luiz Eroles Freire (PL), o Zé, de Guararema, assina a carta publicada por O Diário endereçada ao Governo do Estado de São Paulo com argumentos contrários à instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra.
Diariamente, desde 1º de maio, o jornal traz uma carta escrita por liderança ou representante da sociedade civil de Mogi das Cruzes e cidades do Alto Tietê, apontando os prejuízos que a praça de cobrança poderá provocar ao município e à região.
O texto não tem interferência editorial do jornal e apresenta as justificativas e defesas do próprio convidado que utiliza o espaço para expor seus argumentos contra o pedágio
Ao Governo do Estado
Venho por meio desta relatar que há aproximadamente dois anos, a região do Alto Tietê vive uma incerteza a respeito do seu destino, que deixa a cidade de Mogi das Cruzes, e todas as outras que com ela fazem divisa, aflitas.
Trata-se da possibilidade da instalação de uma praça de pedágio na rodovia SP-88, popularmente conhecida como Mogi-Dutra. Via esta que serve como um dos principais acessos para a nossa região.
Compartilho da preocupação da administração municipal e da população de Mogi das Cruzes no tocante aos potenciais malefícios que podem vir a se tornar realidade com a instalação da praça de pedágio e, por isto, me posiciono contrário à instalação do mesmo.
O posto de cobrança, tal como vem sendo anunciado pela imprensa, seria prejudicial em diversos âmbitos para o desenvolvimento da região do Alto Tietê, incluindo Guararema, município em que estou no cargo como prefeito.
Com a instalação do pedágio – a princípio desenhado para o km 45 da rodovia citada –, a região do Alto Tietê certamente vivenciaria uma considerável alta no preço de produtos, desde itens alimentícios até de matéria-prima. Guararema, assim como os outros municípios, seria afetada diretamente com este cenário.
Quando considerada a realidade das empresas instaladas na cidade, é possível visualizar outro empecilho que viria a ser causado com o posto de cobrança. O escoamento de produtos seria prejudicado, uma vez que sabemos da importância do município de Mogi das Cruzes para a logística operacional de diversas empresas instaladas em Guararema.
Se pelo lado econômico tal proposta cria uma barreira, no aspecto social há outro problema. Compartilhando o receio do município de Mogi das Cruzes, me mostro aflito com as famílias que moram às margens da rodovia que utilizam a via como caminho entre a região central de Mogi das Cruzes e suas casas. Para estas famílias, a instalação do posto de cobrança seria um desafio complexo e custoso para ser superado, uma vez que já foi exposto que essas pessoas não teriam desconto nas tarifas.
Diretamente relacionado a Guararema, o turismo, uma das principais fontes de renda do nosso município, também pode ser prejudicado, já que existe uma rota turística executada, muitas vezes, por pessoas que deixam a capital, passam por Mogi das Cruzes e vêm sentido Guararema.
Por fim, solicito ao senhor governador João Doria que considere os potenciais efeitos negativos gerados a partir da instalação de um posto de cobrança em uma das principais vias do Alto Tietê.
Respeitosamente,
José Luiz Eroles Freire (Zé)
Prefeito de Guararema (PL)