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Prefeitos da região se reunirão dia 1º com o DAEE para discutir ações contra enchentes

Embora as chuvas não tenham dado trégua nas últimas semanas, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) agendou apenas para o dia 1º de março a reunião solicitada pelos prefeitos da região para discussão de medidas emergenciais de controle das enchentes que atingem as cidades. O pedido da agenda com a superintendente do departamento, […]

Por O Diário
16/02/2023 15h57, Atualizado há 41 meses

Embora as chuvas não tenham dado trégua nas últimas semanas, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) agendou apenas para o dia 1º de março a reunião solicitada pelos prefeitos da região para discussão de medidas emergenciais de controle das enchentes que atingem as cidades.

O pedido da agenda com a superintendente do departamento, Mara Ramos, foi feito na semana passada pelo Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), que também solicita a abertura de quatro comportas da barragem da Penha, na capital paulista, para acelerar o escoamento das águas da Bacia do Rio Tietê. 

O grupo que representa os chefes do Executivo da região informa que está buscando antecipar a data da reunião devido à urgência. No encontro, também devem ser apresentadas reivindicações como a necessidade de desassoreamento do trecho urbano do rio Tietê e seus afluentes, entre outras relacionadas aos problemas decorrentes da chuva. 

Após receber o pedido dos prefeitos da região na semana passada, o DAEE informou, por meio de nota enviada a este jornal, que monitora a situação e descarta mudanças na atual operação da Barragem da Penha, em São Paulo. A represa tem a função de controlar a vazão do rio Tietê e de regular as cheias na Bacia do Alto Tietê.

Segundo o departamento, a operação da estrutura não estaria interferindo nas enchentes e alagamentos em cidades da região, já que o nível da represa localizada em São Paulo estaria abaixo do registrado em Itaquaquecetuba.

No entanto, os prefeitos irão reforçar, na reunão, que pela operação atual do sistema, quatro das seis comportas da Barragem da Penha permanecem fechadas, o que aumenta o represamento da água principalmente nos trechos que cortam Mogi, Suzano, Itaquaquecetuba e Guarulhos. Consequentemente, o nível do Rio Tietê não abaixa mesmo nos períodos de estiagem da chuva e isso reflete em todas as cidades que estão na Bacia do Rio Tietê.

“Precisamos de uma solução técnica imediata porque a situação nos nossos municípios está crítica e se não tiver o escoamento da água do Tietê vai piorar com a previsão de chuvas para os próximos dias”, alerta o presidente do Condemat, Caio Cunha (Podemos), prefeito de Mogi.

Conforme apurado pelo Condemat, a Barragem da Penha conta com seis comportas, sendo que atualmente somente duas delas estão abertas para a vazão do rio. O fechamento das outras quatro comportas tem o objetivo de conter os alagamentos na Marginal Tietê, na Capital, mas provoca o transbordamento nas cidades do Alto Tietê. “É preciso rever o modelo de operação para que nossa região não seja tão prejudicada”, ressalta o presidente do consórcio.

Previsão

De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, juntos, os municípios de Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi e Suzano, que vêm sendo os mais afetados, já registraram mais de dois mil milímetros de chuva nos sete primeiros dias de fevereiro. A previsão é de que as chuvas persistam ao longo do mês.

 

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