Prefeitura apoia desocupação voluntária na Vila São Francisco
A Prefeitura de Mogi das Cruzes apoia o processo de desocupação voluntária da área ocupada na Vila São Francisco, em Braz Cubas. Segundo informou a administração municipal, nesta terça-feira (23) a O Diário, além do trabalho social desenvolvido na área, será prestado auxílio no retorno das pessoas a seus locais de origem, com custeio de […]
24/11/2021 09h16, Atualizado há 57 meses
A Prefeitura de Mogi das Cruzes apoia o processo de desocupação voluntária da área ocupada na Vila São Francisco, em Braz Cubas. Segundo informou a administração municipal, nesta terça-feira (23) a O Diário, além do trabalho social desenvolvido na área, será prestado auxílio no retorno das pessoas a seus locais de origem, com custeio de passagem, ajuda com mudanças e oferta de vagas em acolhimento institucional.
Questionada sobre os prazos e trâmites até que a desocupação ocorra, a Prefeitura informou, por meio de nota, que dependem da Justiça, que autorizou a retirada coercitiva das famílias, e da Polícia Militar, que deverá oferecer suporte para a realização desta operação. Por enquanto ainda não há data prevista para que isso ocorra.
Em reportagem publicada no último dia 5 de novembro, por este jornal, a Justiça explicou que para remoção das pessoas da área, a administração precisará oferecer moradia para todos, conforme determina a legislação.
A ocupação no local teve início em março deste ano, com um grupo de dezenas de pessoas. No entanto, agora, oito meses depois, já há cerca de 500 moradores que insistem em permanecer na área de cerca de 94 mil metros quadrados, de propriedade da Prefeitura Municipal, mas que havia sido doada há anos para a empresa Trefiltubo se instalar no local, porém isso não se concretizou.
Enquanto isso, vizinhos da área apontam que a ocupação da área está aumentando a cada dia. “Ainda não sabemos o que será daquele local porque, pelo que acompanhamos diariamente, o número de pessoas que moram lá está só crescendo. Parece um pesadelo, porque não temos mais sossego desde que as famílias passaram a viver nesta área. Colocam fogo no mato, fazem baderna, usam energia de forma clandestina, enfim, são vários os problemas”, relata um morador das proximidades que terá sua identidade preservada.
Já segundo o líder do Movimento Ocupa Mogi, Luiz Ricardo Alves, as famílias não pretendem deixar o local de forma voluntária porque não têm para onde ir e não veem possibilidade de ajuda do município para inserção em programas de moradias populares. “Estamos aqui porque estamos sem condições de pagar aluguel e moradia. Com a pandemia, a maioria ficou desempregada. Não faz sentido ocupar a área e depois sair sem a conquista de nenhum benefício”, diz Alves.