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Prefeitura de Mogi estima que 150 pessoas prosseguem nas ruas, apesar das noites frias

O Diário mostrou, nesta manhã, que as pessoas em situação de rua sofrem para se esquentar durante as noites e madrugadas de inverno em Mogi das Cruzes. De quarta (28) para quinta-feira (29), quando os termômetros registraram temperaturas próximas de 0ºC na cidade, 19 pessoas “aceitaram a oferta de acolhimento institucional” feita pela prefeitura e […]

Por O Diário
29/07/2021 18h14, Atualizado há 53 meses

O Diário mostrou, nesta manhã, que as pessoas em situação de rua sofrem para se esquentar durante as noites e madrugadas de inverno em Mogi das Cruzes. De quarta (28) para quinta-feira (29), quando os termômetros registraram temperaturas próximas de 0ºC na cidade, 19 pessoas “aceitaram a oferta de acolhimento institucional” feita pela prefeitura e “foram encaminhadas para um abrigo”. Contudo, ainda há vagas disponíveis nestes endereços.

Os dados enviados à reportagem mostram que apenas 52% da população que vive nas ruas está em acolhimento. Em nota, a Secretaria Municipal de Assistência Social diz que “estima-se que existam hoje na cidade 300 pessoas em situação de rua, entre acolhidos e não acolhidos”, sendo a maioria composta por homens. E em contrapartida, “são 158 pessoas em acolhimento, com 34 vagas ainda disponíveis”.

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A Pasta é clara ao afirmar que “não houve e não há registro de superlotação”. Vale lembrar que nesta quarta-feira (28) foram ampliados os serviços de abordagem e acolhimento a pessoas em situação de rua, em complemento ao que já vinha sendo feito pela Operação Inverno.

Entre as novidades, 25 vagas foram abertas, sendo 15 no Serviço de Acolhimento Complementar (SAC) e 10 na Casa de Passagem Abomoras; e o serviço de abordagem foi estendido, funcionando das 8 às 23 horas. “Após esse horário, a Guarda Municipal deve ser acionada para eventuais atendimentos, pelo telefone 153.  A corporação está treinada para realizar abordagens e eventuais orientações a pessoas em situação de rua”, reforça a prefeitura.

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Agentes da guarda fizeram, inclusive, atendimentos durante a última madrugada. O texto enviado a O Diário mostra que equipes distribuíram cobertores “previamente fornecidos pelas equipes da Assistência Social”.

 

Centro POP

Nesta manhã, a reportagem flagrou um sem-teto que dormia no portão do Centro POP, no Mogilar, que acolhe as pessoas em situação de rua. Sobre este assunto, a Assistência Social esclareceu que o “equipamento não faz o pernoite”, mas “tão logo que o local abriu, todos foram atendidos”.

“O Centro POP é a unidade de referência, ou seja, é a porta de entrada para as pessoas em situação de rua que buscam ajuda e acesso aos serviços da Assistência Social. Ali, as pessoas podem tomar banho, se alimentar, trocar de roupa e, se assim desejarem, recebem atendimento psicossocial e são encaminhadas para uma das cinco unidades de acolhimento existentes na cidade. O equipamento, logo, não faz o pernoite”, trouxe a administração municipal, que continua.

“Todas as pessoas que procuram o Centro POP durante seu funcionamento (segunda a sexta-feira, das 8h às 17h) são prontamente atendidas. Pelo fato de ser referência, é comum que pessoas em situação de rua cheguem mais cedo ao local e fiquem aguardando o horário de abertura. Esse foi o fato registrado pela reportagem. Tão logo o local abriu, todos foram atendidos”, finaliza a nota.

 

Ginásio Municipal

Nesta quarta-feira (28), a página ‘Blog do Mogiano’ fez um post nas redes sociais pedindo pela “liberação do Ginásio Hugo Ramos para abrigar moradores de rua diante o frio que chegou em Mogi das Cruzes”. A prefeitura foi marcada na publicação, e nos comentários, muitos usuários marcaram o prefeito Caio Cunha.

Procurada por O Diário, a administração municipal não confirmou se o prefeito viu ou não o pedido, mas disse não haver, no momento, “a necessidade de abertura de um novo espaço para o acolhimento a pessoas em situação de rua, tendo em vista que as cinco unidades existentes estão suprindo a atual demanda”.

 

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