Prefeitura de Mogi não divulga valor pedido para reajuste da tarifa do ônibus
A Prefeitura de Mogi das Cruzes não informa de quanto foi o pedido de reajuste feito por uma das empresas que atuam no transporte coletivo da cidade, a CS Brasil e Princesa do Norte. A questão “não será divulgada no momento”, disse em resposta a O Diário. Em um ano de pandemia e recessão econômica, o transporte público […]
08/11/2021 16h20, Atualizado há 58 meses
A Prefeitura de Mogi das Cruzes não informa de quanto foi o pedido de reajuste feito por uma das empresas que atuam no transporte coletivo da cidade, a CS Brasil e Princesa do Norte. A questão “não será divulgada no momento”, disse em resposta a O Diário. Em um ano de pandemia e recessão econômica, o transporte público poderá ser o novo vilão da inflação em 2022.
O Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) trata a questão no âmbito regional e anunciou no final de semana que as cidades receberam solicitações de aumento que superam os 100% e elevariam passagens para até R$ 9 – o dobro dos R$ 4,50 pagos desde 2019, no caso de Mogi. No entanto, essas propostas, segundo o órgao, foram negada pelos prefeitos.
No início deste ano, em um outro pedido de reajuste feito pelas duas empresas que atuam em Mogi, a tarifa poderia chegar a custar R$5,85.
O prefeito Caio Cunha (PODE) publicou no último final de semana, via Instagram, que uma das empresas já havia protocolado ofício com justificativa para o aumento da tarifa na cidade.
A decisão de atuar regionalmente quebra uma trajetória antiga. Em geral, o aumento do ônibus autorizado pela Prefeitura de Mogi acontecia depois das definições em cidades, como a Capital, e municípios do Alto Tietê seguiam o mesmo patamar de reajuste. Estudos técnicos e frentes de negociação estão em andamento nos municípios do Condemat para estabelecer um teto para o reajuste nas tarifas de ônibus.
No início do ano, O Diário detalhou os valores do pedido de reajuste (releia a reportagem).
Atualmente, o sistema municipal de transporte coletivo de Mogi das Cruzes conta com 82 linhas. A cidade não aumentou o valor da passagem em 2021 e 2020. O último aumento ocorreu em 2019, quando o valor passou para R$4,50.
No ano passado as empresas da cidade já haviam argumentado que essas tarifas estão defasadas, em razão principalmente dos preços dos combustíveis, e tornam inviáveis a continuidade da prestação dos serviços. Os preços subiram ainda mais nos últimos meses.
Em nota encaminhada desta segunda-feira (8), a Secretaria Municipal de Transportes de Mogi disse que as questões relativas à tarifa do transporte coletivo estão sendo tratadas de forma regional, junto ao Condemat. “A análise deverá levar em conta o atual cenário do país, com as dificuldades econômicas enfrentadas pela população e a elevação de custos do sistema, como o aumento no preço dos combustíveis e queda no volume de passageiros em decorrência da pandemia”, destacou.
Segundo a secretaria, atualmente, o sistema municipal de transporte coletivo opera com 90% de sua frota e recebe, em média, 64% do volume de passageiros do período anterior à pandemia, o que corresponde a 91,8 mil passageiros/dia. A SMT mantém o acompanhamento do serviço de transporte coletivo e vem realizando intervenções pontuais sempre que detectada a necessidade. Recentemente houve reforço em alguns horários de pico e finais de semana, além da retomada de atendimentos, que estavam suspensos desde o início da pandemia.
A SMT garante que também vem planejando ações para tornar o sistema de transporte coletivo de Mogi das Cruzes mais moderno e eficiente para a população, permitindo maior oferta de viagens ao mesmo tempo em que o impacto do trânsito nas linhas. “Estas discussões com as comunidades estão em reuniões do programa Participa Mobilidade”, finaliza.
Inflação
Depois de um ano marcado pelo aumento nos preços dos combustíveis, da energia elétrica e dos alimentos, 2022, ano de eleição, deve ganhar um novo candidato a vilão da inflação: o transporte público. A alta no preço do diesel, a redução de passageiros transportados na pandemia e a pressão por reajustes salariais de motoristas e cobradores colocam os governos locais diante de uma equação difícil (leia mais aqui)