Prefeitura estuda financiar obra para tapar os buracos da Miguel Gemma
Por mais que recorrentes serviços de tapa-buraco sejam realizados na Avenida Miguel Gemma, em Mogi das Cruzes, o problema já virou rotina para os motoristas que passam por ali. Após uma obra de duplicação feita em 2014, que não contou com sistema de drenagem, os buracos não demoraram a começar a aparecer. E, desde então, […]
16/05/2023 11h48, Atualizado há 38 meses
Por mais que recorrentes serviços de tapa-buraco sejam realizados na Avenida Miguel Gemma, em Mogi das Cruzes, o problema já virou rotina para os motoristas que passam por ali. Após uma obra de duplicação feita em 2014, que não contou com sistema de drenagem, os buracos não demoraram a começar a aparecer. E, desde então, um novo projeto precisaria ser feito para que a questão, de fato, fosse resolvida, sem que fossem tomadas apenas medidas paliativas. Agora, a Prefeitura afirma que está desenvolvendo estudos para o local, sem estimar ainda os custos de um projeto de recuperação do acesso.
De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana, esse levantamento deve constatar qual a dimensão e o impacto das falhas de drenagem no terreno. Em uma constatação inicial, é possível observar que toda aquela região é muito úmida, com olhos d’água em diversos pontos. Em casos como este, a pasta ressalta que é preciso um trabalho pesado de drenagem, para evitar que haja impactos em qualquer obra de pavimentação a ser realizada, por exemplo.
No momento, estão sendo realizadas as sondagens no terreno para fazer essa averiguação. Foram realizados ensaios na pista de rolamento, para determinar a deformação das camadas do pavimento (principalmente o leito e subleito), pelo método de medida das deflexões com Viga Benkelman (DNER-ME 024/94). O objetivo preliminar era saber se haveria possibilidade de atuar em pontos específicos com as equipes da pasta, mas o ensaio mostrou que há variação na deflexão ao longo da via, de maneira irregular; portanto não seria adequado fazer as intervenções pontuais e sim em áreas maiores, o que impossibilitou o reparo pontual que estava proposto.
Levando esses pontos em consideração, a Secretaria já pode afirmar que as obras necessárias para a avenida Engenheiro Miguel Gemma são de grande porte e devem incluir ações de drenagem, troca de solo, pavimentação, além de ciclofaixas e acessibilidade. Levando-se em conta que a avenida é uma via de entrada para o município, atendendo os motoristas que vêm de Salesópolis e Biritiba Mirim, além de bairros como Cocuera, é preciso a elaboração de projetos executivos que incluam ainda análise de volume de veículos, ônibus e caminhões.
E é justamente por todas essas questões, que os recursos necessários serão altos e, então, para que as melhorias sejam realizadas a Prefeitura dependerá fundamentalmente de parcerias e financiamentos, a reestruturação, portanto, deverá ser contemplada pelo Programa CAF 2, ou seja, uma nova parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina, que está em andamento.
Enquanto isso, os trabalhos de tapa-buracos e manutenção seguem na avenida – inclusive, o último serviço de tapa-buraco foi feito nas duas pistas há menos de três meses.
VEJA TAMBÉM: Outra pendência do passado, o asfaltamento da Estrada Velha de Sabaúna, também em uma obra sem a estrutura de drenagem, foi corrigida neste ano, após uma espera de mais de uma década.