Prefeitura forma grupo para preservar Casarão dos Duque
No início deste mês, o juiz Bruno Machado Miano, da Vara da Fazenda Pública do Fórum da Comarca de Mogi das Cruzes, autorizou a entrada da Prefeitura no Casarão dos Duque, para que o imóvel – que está localizado no número 2.282 da rua Dr. Deodato Wertheimer – seja preservado. Agora, a Administração Municipal acaba […]
13/05/2021 11h21, Atualizado há 63 meses
No início deste mês, o juiz Bruno Machado Miano, da Vara da Fazenda Pública do Fórum da Comarca de Mogi das Cruzes, autorizou a entrada da Prefeitura no Casarão dos Duque, para que o imóvel – que está localizado no número 2.282 da rua Dr. Deodato Wertheimer – seja preservado. Agora, a Administração Municipal acaba de formar um grupo de trabalho que ficará responsável por tratar deste assunto e definir as ações que serão efetivadas no local. Os custos envolvidos no processo como um todo estão sendo calculados.
O foco principal será elaborar e conduzir o plano de recuperação e preservação do casarão. E, a princípio, a ideia é promover uma limpeza na área e também a separação de elementos estruturais da construção que possam ser restaurados ou reconstituídos. A Administração Municipal ainda planeja implantar uma cobertura provisória no imóvel e depois, por meio de licitação pública, contratar uma cobertura metálica.
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Logo que a decisão da Justiça mogiana veio a público, o presidente do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Paisagístico (Comphap), o arquiteto Selmo Roberto Santos, afirmou que a solução provisória para estancar o processo de degradação do imóvel estaria justamente na implantação desta estrutura metálica.
A medida se assemelha ao que foi feito no Casarão do Chá, no bairro do Cocuera, onde, durante a restauração, foi instalado um galpão cobrindo todo o imóvel. Isso evitaria a ação da chuva, sol e vento sobre a antiga construção, cujo telhado está parcialmente destruído, facilitando as infiltrações nas paredes feitas com taipa de pilão.
História
Classificado como o único exemplar local de residência rural típica do século XIX, uma raridade no território de Mogi das Cruzes em se tratando de sede de fazenda em taipa de pilão, a construção denominada Casarão dos Duque serve, portanto, como testemunho histórico do pequeno ciclo de café que existiu no município, informa a Prefeitura.
Com base nessas e outras informações relacionadas ao seu passado ligado à história de Mogi, o imóvel foi tombado pela Prefeitura por meio do decreto 19.112, de 6 de março de 2020, de autoria do então prefeito Marcus Melo.
O tombamento definitivo do Casarão dos Duque aconteceu por meio da Lei Municipal nº 6.086, de 16 de dezembro de 2007, regulamentada pelo decreto nº 8.394, de 18 de fevereiro de 2008, por interesse histórico e cultural e nos exatos termos da ata de reunião extraordinária realizada pelo Comphap, em 26 de outubro de 2018.