Prefeitura notifica grupo para desocupar área pública no Mogilar
Um grupo de pessoas em situação de rua que ocupa uma área pública no início da rua Carlos Meyer, no bairro do Mogilar, ao lado da linha ferroviária, foi notificado a deixar o espaço. A prioridade, segundo informa a Prefeitura, no entanto, é que essas pessoas sejam acolhidas na rede de abrigos municipais. Esse é […]
22/06/2021 07h53, Atualizado há 62 meses
Um grupo de pessoas em situação de rua que ocupa uma área pública no início da rua Carlos Meyer, no bairro do Mogilar, ao lado da linha ferroviária, foi notificado a deixar o espaço. A prioridade, segundo informa a Prefeitura, no entanto, é que essas pessoas sejam acolhidas na rede de abrigos municipais.
Esse é mais um dos pontos do Mogilar conhecido pelo abrigamento de pessoas que normalmente se dirigem para locais cobertos, como as marquises de lojas da avenida Francisco Ferreira Lopes, para passar a noite..
Nesse local, no entanto, a Prefeitura de Mogi das Cruzes busca uma solução, segundo informou, porque se trata de uma área pública.
Os serviços de monitoramente da população em situação de rua acompanham, desde 2018, na cidade, uma média de 200 pessoas, sendo a maioria homens. E mantêm vagas em acolhimentos municipais para atender 206 pessoas, sendo que, atualmente, estão ocupadas 156. A gestão desses recursos e o acompanhamento dessas pessoas são realizados pela Secretaria Municipal de Assistência Social.
Por meio de nota, o governo muncipal explica que um “trabalho diário de abordagem às pessoas que ocupam essa área, com o intuito de convencê-las a abandonarem a situação de rua e aceitarem o acolhimento institucional. Há, contudo, uma resistência com relação à oferta, razão pela qual a Secretaria está estudando novas possibilidades de atendimento”.
Nesse local, afirma a Prefeitura, estão “pessoas referenciadas pelo Centro POP e sistematicamente acompanhadas pelas equipes da Secretaria. Se aderirem, elas podem ser encaminhadas às unidades de acolhimento institucional existentes na cidade”.
“A notificação foi feita por se tratar de ocupação de área pública, porém, a atuação da Prefeitura tem como foco persistir na adesão aos serviços sociais ofertados, erradicando a situação de rua e garantindo a reabilitação física e mental, bem como reinserção dessas pessoas à sociedade”, destaca a resposta.
Inverno
Apesar de ser uma atuação rotineira de assistentes sociais e da rede de atenção à pessoa em situação de rua, é no inverno que esse trabalho ganha força por causa das baixas temperaturas, durante à noite, e que já registraram, no passado, óbitos entre essa população.
Desde o ano passado, ainda, por causa da Covid-19, segundo a Prefeitura, ações específicas foram reforçadas para controlar a disseminação do vírus entre essa parcela de moradores.
A Prefeitura mantém o acolhimento em endereços que, para serem acessados, no entanto, exigem o cumprimento de regras, normalmente, rejeitados por uma parte dessa população.
De acordo com o site da Prefeitura, o acolhimento provisório com privacidade é destinado “a pessoas do mesmo sexo ou grupo familiar. É previsto para pessoas em situação de rua e desabrigo por abandono, migração e ausência de residência ou pessoas em trânsito e sem condições de autossustento”.
De segunda à sexta-feira, a população pode acionar esse serviço pelo telefone 9-7096-0923 (whatsApp), das 8 às 22 horas; nos finais de semana, o horário é das 9 às 19 horas. Fora desse período, em situações que exijam o acolhimento ou gestão do poder público, o contato deve ser feito com a Guarda Municipal pelo telefone: 153