Presidente do Bunkyo assina carta de número 56 contra o pedágio
Os severos efeitos em toda a cadeia produtiva da agricultura de Mogi das Cruzes são considerados por Frank Tuda, presidente do Bunkyo de Mogi das Cruzes na carta endereçada do governador João Doria sobre os prejuízos do pedágio na rodovia Mogi-Dutra para a economia e o poder de competitividade mogiano. Representante da comunidade nipo-brasileira no […]
30/07/2021 18h30, Atualizado há 61 meses
Os severos efeitos em toda a cadeia produtiva da agricultura de Mogi das Cruzes são considerados por Frank Tuda, presidente do Bunkyo de Mogi das Cruzes na carta endereçada do governador João Doria sobre os prejuízos do pedágio na rodovia Mogi-Dutra para a economia e o poder de competitividade mogiano. Representante da comunidade nipo-brasileira no município, Frank Tuda assina a carta de número 56 que O Diário pública nesta sexta-feira (30). Essa série começou em maio, e busca sensibilizar o Governo do Estado contra o projeto da Artesp (Agência de Transporte de São Paulo) que incluiu Mogi das Cruzes na concessão das estradas litorâneas.
As cartas não têm interferência editorial de O Diário, e reproduzem o que avaliam lideranças sociais e políticas, além de moradores da cidade.
Ao Governo do Estado
Sempre costumo dizer que, apesar de o Bunkyo de Mogi das Cruzes ter o compromisso de defender os interesses da comunidade nipo-brasileira do município e sua atuação ser predominantemente voltada para o setor agrícola, a Associação tem grande representatividade em diversos segmentos da economia, pois é formada por agricultores, comerciantes, empresários do setor de serviços, profissionais liberais e da indústria.
Por estar à frente da presidência do Bunkyo, acompanho de perto a frustração e o receio que essa cadeia produtiva tem com o possível impacto econômico que a instalação de uma praça de cobrança de pedágio na rodovia Mogi-Dutra ocasionará para Mogi das Cruzes.
Na agricultura, por exemplo, os produtores rurais sentirão no bolso quando forem comprar insumos para o plantio, vender e/ou fazer o escoamento dos produtos até os os centros de distribuição, pois além de usarem com frequência a rodovia Mogi-Dutra, geralmente estão com veículos mais pesados, com mais eixos, cujo valor da cobrança é ainda maior.
Para um setor que historicamente trabalha com margens pequenas de lucro, que está sempre à mercê de prejuízos inesperados causados por mudanças climáticas, toda despesa extra é motivo de preocupação. O pedágio pode também fazer com que feirantes e atacadistas que compram de pequenos produtores de Mogi migrem para outras regiões.
O comércio também será prejudicado, pois o produto final sofrerá reajuste, prejudicando o comerciante e o consumidor. Hoje Mogi das Cruzes é referência no setor de comércio e varejo para as demais cidades do Alto Tietê e não é garantido que os moradores continuarão a vir com a mesma frequência após a instalação do pedágio. Despesas extras sempre implicam em mudanças de comportamento do consumidor.
Profissionais liberais e empresários que têm os seus negócios na Capital, que precisam se deslocar diariamente, também sentirão de imediato o impacto da cobrança. Serão duas cobranças diárias, no mínimo cinco vezes na semana, isso sem contabilizar as despesas com o combustível, que constantemente tem reajuste.
Acreditamos que Mogi das Cruzes também deixará de ser um polo atrativo para a indústria, que pode preferir cidades com custos menores de transporte de insumos e produtos acabados.
Por essas razões, por defender e respeitar os seus associados, o BUNKYO DE MOGI DAS CRUZES É CONTRA A INSTALAÇÃO DO PEDÁGIO.
Esperamos que as autoridades estaduais repensem e que levem em consideração os apelos feitos por todas as classes econômicas e produtivas do nosso município e desista deste projeto.
Frank Tuda, presidente do
Bunkyo de Mogi das Cruzes