Priscila Yamagami assina carta de número 68 contra o pedágio
A professora universitária Priscila Yamagami, vice-prefeita de Mogi das Cruzes, reforça a rejeição ao pedágio projetado pelo Governo do Estado para ser instalado na rodovia Mogi-Dutra, como parte do pacote de concessão das estradas litorâneas, destacando que “a chegada de um pedágio, sem sombra de dúvidas, trará custos ao consumidor final, além de afetar os […]
22/08/2021 09h49, Atualizado há 60 meses
A professora universitária Priscila Yamagami, vice-prefeita de Mogi das Cruzes, reforça a rejeição ao pedágio projetado pelo Governo do Estado para ser instalado na rodovia Mogi-Dutra, como parte do pacote de concessão das estradas litorâneas, destacando que “a chegada de um pedágio, sem sombra de dúvidas, trará custos ao consumidor final, além de afetar os produtores rurais e negócios da cidade. O que não é nada bem-vindo no município”.
Ela assina a carta de número 68 publicada neste final de semana por O Diário e endereçada ao governador João Doria (PSDB).
A série convidou lideranças e moradores de Mogi das Cruzes e região a escreverem sobre os argumentos contra a praça de cobrança.
As cartas não têm interferência editorial do jornal.
Ao Governo do Estado
Dado o momento pelo qual todo o país passa, a atual gestão, desde o início, tem dedicado grandes esforços em torno de projetos de cooperação, planos de capacitação, treinamentos, novas possibilidades para o comércio, indústria e serviços em geral, para que sobrevivam em meio à pandemia. Criando multicanais, com estratégias e ferramentas de marketing e comunicação e criando um contexto em que todas as empresas e negócios da cidade estão buscando se reerguer.
A chegada de um pedágio, sem sombra de dúvidas, trará custos ao consumidor final, além de afetar os produtores rurais e negócios da cidade. O que não é nada bem-vindo no município.
Vale ressaltar que toda a entrada da receita do pedágio não será aplicada em nossa cidade e sim, destinada para outros locais. Nesse atual cenário, o que mais precisamos é de investimento efetivo para os negócios.
É importante ressaltar que o pedágio não tem vantagem nenhuma. Além de prejudicar demais os estudantes de toda a região que vêm para as instituições de ensino e aqueles que também buscam um comércio, entretenimento ou qualquer outro serviço ou produto em Mogi. Com isso, as cidades vizinhas também serão prejudicadas. Além do corte com a cidade toda de maneira injusta, será visível a perda da valorização das belezas e questões naturais da cidade, que não estão sendo consideradas.
De todas as formas, a implantação de um pedágio não é benéfica para a população, nem para os negócios. E quando uma ação não é positiva para a cidade, ela não pode ser também para o governo.
Antes de tudo, a municipalidade precisa acontecer. Ou seja, não houve nenhum tipo de conversa em algum momento.
É importante salientar que, em uma cidade que serve como polo universitário, pólo industrial e comercial, os pagadores de impostos não podem ser prejudicados. Sem falar da perda de investimento, de quase 20%, que equivale às pessoas que chegam de fora para comercializar e gerar emprego em nossa cidade.
A Secretaria de Desenvolvimento tem feito um grande empenho no sentido atrair novas empresas à cidade. Caso aconteça a instalação do pedágio, o interesse por parte da iniciativa vai naturalmente cair e todo esse processo será comprometido.
Acredita-se, portanto, que o Governo do Estado deve repensar essa ação. Essa é nossa justificativa e abertura para o diálogo.
Priscila Yamagami é professora, mestre em Comunicação e vice-prefeita de Mogi das Cruzes