PSDB de Mogi fala em lançar candidatos a deputado, após vitória de Doria nas prévias
“O PSDB de Mogi das Cruzes mostrou que é um partido pé quente, pois apostamos no João Doria como candidato, pedimos votos e acompanhamos toda a votação na região, e podemos dizer que o partido se fortaleceu para lançar candidatos a deputado federal e estadual nas próximas eleições”. Estas afirmações foram feitas pelo secretário-geral do […]
28/11/2021 12h28, Atualizado há 57 meses
“O PSDB de Mogi das Cruzes mostrou que é um partido pé quente, pois apostamos no João Doria como candidato, pedimos votos e acompanhamos toda a votação na região, e podemos dizer que o partido se fortaleceu para lançar candidatos a deputado federal e estadual nas próximas eleições”. Estas afirmações foram feitas pelo secretário-geral do Diretório Municipal do PSDB de Mogi das Cruzes, Daniel Lima, ao analisar os resultados das prévias do partido que deram vitória ao governador de São Paulo, João Doria Júnior, conquistando assim o direito de sair candidato a presidente da República nas eleições do próximo ano.
Doria recebeu 53,99% dos votos, segundo a apuração do partido, e derrotou os outros dois candidatos: o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que somou 44,66%, e o ex-senador e ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, que teve 1,35% da votação total.
Daniel atribuiu os comentários sobre o desgaste do partido com as prévias à falta de costume do brasileiro com esse tipo de expediente. Ele lembra que, nos EUA, Hilary Clinton e Barack Obama “quase se mataram” durante as prévias e Hilary acabou integrando o governo Obama. “Numa disputa como essa, o dedo no olho é normal. Agora, no entanto, é hora de juntar as forças em favor do vencedor. Eduardo Leite se mostrou alguém com um grande futuro político, mostrou muita força eleitoral, enquanto Arthur Virgílio abriu os olhos do partido para a Amazônia, uma região importante em termos eleitorais”, disse Daniel, lembrando que havia um compromisso firmado entre os três de que o vencedor, independente de quem fosse, receberia o apoio dos outros dois. O mesmo já não se pode dizer, admite ele, daqueles que orbitam em torno dos derrotados.
Mas, garante ele, “o momento é de construção”. E, a partir da definição do nome que irá liderar o processo, ficará mais fácil o planejamento do futuro, “que exigirá muito trabalho e terá o tamanho do trabalho de cada um”.
Sobre o fato de os resultados mostrarem uma vitória apertada de Doria entre o grupo de prefeitos e vices (393 a 363), deputados estaduais (37 a 30) e entre governadores e bancada federal (27 a 27), chegando a perder entre os vereadores (1.367 a 1.491); e uma vitória mais ampla entre os filiados (15.646 votos de Doria contra 9.387 de Leite), o secretário Daniel Leite destaca que, de agora em diante, o que estará na mira do partido será um projeto de Pais, que será traçado de acordo com o que foi mostrado pelas urnas. “Doria terá de mostrar como irá se posicionar para unir e fazer o País crescer daqui para frente”, garante.
Ao contrário dos que afirmam que as prévias dividiram o partido, Daniel atesta que os números saídos das prévias mostram “a pluralidade do PSDB” e quais os rumos que o partido deverá tomar, agora dialogando e buscando os caminhos para as eleições.
Daniel destaca a característica municipalista do governo Doria que, segundo ele, privilegiou os municípios paulistas. E quando provocado pelo repórter de que esse privilégio não chegou a Mogi, em questões como a pavimentação da estrada da Volta Fria, a construção da ponte sobre o rio Tietê no bairro do Rio Abaixo, o secretário tenta tirar a responsabilidade do Estado, transferindo-a para a Prefeitura de Mogi, em questões como o licenciamento ambiental para a obra, que ainda não teria sido feito, segundo ele.
“Quando os municípios apresentam projetos é mais fácil para o governo atuar”, diz Daniel Lima, citando o caso da avenida da Orquídeas, onde entraram verbas dos governos estadual, federal e municipal. E quando lembrado que a maior parte da obra foi realizada durante o governo anterior, de Geraldo Alckmin, o secretário lembra que o “houve continuidade com João Doria, no licenciamento final”.
“Não há nenhuma retaliação do governo do Estado em relação a Mogi”, garante Daniel.
E quando questionado sobre o projeto de implantação de um pedágio na rodovia Mogi-Dutra, como parte de um programa de concessão de rodovias estaduais que beneficia principalmente estradas da Baixada Santista, o tucano muda o discurso:
“Todos somos contra o pedágio e nos manifestamos dessa forma”, diz ele, lembrando que o presidente do PSDB de Mogi, ex-prefeito Marcus Melo, num encontro com o presidente da Artesp, chegou a dizer que se eles queriam colocar um pedágio na Mogi-Dutra para pagar as obras de duplicação da rodovia Padre Manoel da Nóbrega, no litoral da Baixada Santista, por que não instalar logo na avenida Paulista, no centro de São Paulo, que daria mais resultado.
Daniel garante que o PSDB de Mogi está unido contra o pedágio e conta com a ajuda de “atores políticos” ligados ao governo que estariam auxiliando no trabalho para impedir a instalação da praça de cobrança na Mogi-Dutra. Entre eles, estaria Carlos Lothar, ligado ao secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, que estaria atuando em favor de Mogi nesta questão.
“Essa questão do pedágio foi uma decisão técnica da Artesp, mas tenho certeza e confiança na sensibilidade de João Doria e Rodrigo Garcia para não implantarem este pedágio na Mogi-Dtura. Tenho absoluta certeza disso”, afirma o dirigente tucano.
Questionado de onde tirava tanta certeza, Daniel Lima respondeu que “por todas as ações de governo que tenho visto de Doria e Garcia, eles levarão em conta que essa discussão unificou os mogianos. A ponto de Doria já haver solicitado estudos técnicos para que as concessões sejam feitas sem a necessidade do pedágio na Mogi-Dutra. Até o final deste ano, acredito em uma solução definitiva para esse problema”, garante o secretário do PSDB.
E voltando a falar do fortalecimento do partido na cidade, quando questionado sobre quem poderão ser os candidatos a deputado federal e estadual que o PSDB promete lançar em Mogi, Daniel diz que esses nomes podem sair da bancada de vereadores do partido, lembra o ex-prefeito Marcus Melo e aponta outras “lideranças vivas” do município, sem dizer quem são elas.