Rodízio está liberado por conta de greve de ônibus na capital
À 00h desta quarta-feira (29), os motoristas e cobradores da cidade de São Paulo deram início à paralisação dos ônibus, que tem como objetivo cobrar por direitos como hora de almoço remunerada, PLR e plano de carreira no setor de manutenção. A greve havia sido anunciada pelo Sindicato dos Motoristas nesta terça-feira (28). Esta paralisação […]
29/06/2022 09h37, Atualizado há 50 meses
À 00h desta quarta-feira (29), os motoristas e cobradores da cidade de São Paulo deram início à paralisação dos ônibus, que tem como objetivo cobrar por direitos como hora de almoço remunerada, PLR e plano de carreira no setor de manutenção. A greve havia sido anunciada pelo Sindicato dos Motoristas nesta terça-feira (28).
Esta paralisação afeta 675 linhas diurnas, que operam 6.008 ônibus, que transportariam 1,5 milhão de passageiros no pico da manhã. Durante a madrugada, 88 linhas do Noturno, de 150, não operaram.
A partir das 4h, a operação em todas as garagens dos grupos estrutural e de articulação regional foi interrompida, exceto na Express, na Zona Leste. O Grupo Local de Distribuição não foi afetado. As vans do serviço Atende+, que transportam pessoas com deficiência de alto grau de severidade, estão operando normalmente.
Como medida para buscar minimizar os impactos, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos e, portanto, estão liberados aqueles com as placas final 5 e 6, além de ter liberado a circulação nas faixas exclusivas e corredores de ônibus.
Por meio de nota, a Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans, diz lamentar a paralisação de linhas de ônibus municipais e que espera que trabalhadores e empresários cheguem em breve a um acordo para que a população da capital não seja ainda mais penalizada. A SPTrans já conseguiu na Justiça o agendamento do julgamento do dissídio para a tarde desta quarta-feira.
A SPTrans obteve decisão liminar na Justiça do Trabalho, no dia 31 de maio, que determinou a manutenção de 80% da frota operando nos horários de pico e 60% nos demais horários, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. A autarquia solicitou à Justiça aumento no valor desta multa, além de autuar as empresas pelo não cumprimento das viagens.
Medidas operacionais
No terminal Campo Limpo, 12 estão sendo estendidas até o Vila Sônia para permitir conexão com o sistema metroviário.
No terminal Vila Nova Cachoeirinha, 11 linhas estão sendo estendidas até os terminais Barra Funda e Santana, bem como as três linhas do terminal Casa Verde.
Já no terminal Varginha, quatro linhas estão sendo estendidas até o terminal Grajaú, onde há conexão com a linha da CPTM.
Três linhas Conexão Petrônio Portela foram prolongadas para o Terminal Lapa e outras cinco linhas Conexão Vila Iório foram prolongadas para o Terminal Lapa.
Relação de empresas com a operação paralisada em suas garagens
– Santa Brígida (Zona Norte)
– Gato Preto (Zona Norte);
– Sambaíba (Zona Norte);
– Viação Metrópole (Zona Leste);
– Ambiental (Zona Leste);
– Via Sudeste (Zona Sudeste);
– Campo Belo (Zona Sul);
– Viação Grajaú (Zona Sul);
– Gatusa (Zona Sul);
– KBPX (Zona Sul);
– MobiBrasil (Zona Sul);
– Viação Metrópole (Zona Sul);
– Transppass (Zona Oeste); e
– Gato Preto (Zona Oeste).
Relação das empresas operando normalmente:
– Norte Buss (Zona Norte)
– Spencer (Zona Norte)
– Express (Zona Leste);
– Transunião (Zona Leste);
– UPBUS (Zona Leste);
– Pêssego (Zona Leste);
– Allibus (Zona Leste);
– Transunião (Zona Sudeste);
– MoveBuss (Zona Leste);
– A2 Transportes (Zona Sul);
– Transwolff (Zona Sul);
– Transcap (Zona Oeste);
– Alfa Rodobus (Zona Oeste)