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Secretaria de Meio Ambiente de Mogi é alertada sobre riscos de perder investimentos

“Mogi das Cruzes corre o risco de ser excluída do Grupo de Fiscalização integrada (GFI), criado pela Secretaria de Estado de infraestrutura do Meio Ambiente, para ampliar a fiscalização na cidade, evitar ocupações irregulares e defender de forma efetiva o meio ambiente. Isso porque a cidade não tem participado de reuniões e nem tem demonstrado […]

Por O Diário
26/05/2023 15h45, Atualizado há 38 meses

“Mogi das Cruzes corre o risco de ser excluída do Grupo de Fiscalização integrada (GFI), criado pela Secretaria de Estado de infraestrutura do Meio Ambiente, para ampliar a fiscalização na cidade, evitar ocupações irregulares e defender de forma efetiva o meio ambiente. Isso porque a cidade não tem participado de reuniões e nem tem demonstrado falta de interesse nesse trabalho”.

O alerta foi feito pelo vereador Mauro Yokyama (PL), durante participação dele no pequeno expediente da Câmara, na terça-feira (23). O GFI é integrado por três grupos do Alto Tietê Cabeceira, com a participação também Biritiba Mirim. Paraibuna, Ribeirão Pires, Salesópolis e Suzano, além de representantes da Cetesb, Sabesp e Polícia Ambiental.

Segundo o vereador, a Prefeitura, “além de não participar das reuniões, “também não dá satisfação ao GFI, criando situação em que deverá ser fatalmente retirado dessa força-tarefa”.

Mauro observa que com a fiscalização, a cidade de Suzano, por exemplo, tem evitado muitas invasões de áreas de pessoas que acabam vindo para Mogi, onde a fiscalização não é efetiva. O vereador disse ainda que essa falta de interesse vai fazer com que a cidade deixe de receber equipamentos e viaturas do Estado para ajudar nesse trabalho.

A Prefeitura, no entanto, explica que a secretária municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal, Ionara Fernandes, que assumiu recentemente a pasta, já participou, na quinta-feira (25/05), de sua primeira reunião no GFI, e que já definido um calendário de operações na cidade – mas as datas não serão divulgadas por motivo de segurança.

Riscos de ocupações irregulares

Sobre o trabalho de fiscalização feita na cidade para evitar as ocupações irregulares, a Secretaria Municipal de Segurança informa que o Departamento de Fiscalização de Posturas mantém uma equipe, inclusive aos finais de semana, acompanhando de perto as tentativas de novas ocupações irregulares no município e atuando para evitá-las.

Além disso, alega que a Patrulha Ambiental também faz rondas, especialmente nos locais que já possuem histórico de tentativas de invasões.

Neste trabalho, atuam seis guardas municipais e duas viaturas da Patrulha Rural e Ambiental, além de uma viatura do Departamento de Fiscalização de Posturas, com dois fiscais. Além disso, em casos especiais, este efetivo é ampliado, de acordo com a necessidade. Não há a utilização de drones.

“Rotineiramente, o Departamento de Fiscalização de Posturas recebe denúncias sobre tentativas de ocupação irregular, além de realizar diligências para identificar e desfazer eventuais construções inacabadas”, informa em nota encaminhada a O Diário.

De acordo com a fiscalização, os pontos conhecidos como com maior índice de tentativas também são permanentemente monitorados. Entre os locais com críticos estão o Jardim Piatã, o Oropó e o Jardim Planalto.

Leia também: Mogi solicita mais viaturas para fiscalizar crimes ambientais no município. Pedido é feito por meio de uma moção aprovada pela Câmara, pedindo que sejam enviadas mais viaturas para a Delegacia de Investigação de Crimes contra o Meio Ambiente.

 

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