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Secretario Gabriel Bastianelli assina carta de número 52 contra o pedágio

Secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Gabriel Bastianelli assina a carta de número 52, endereçada ao governador João Doria com argumentos contrários à  instalação da praça de cobrança  de pedágio no município.  No texto, ele destaca os prejuízos que o projeto apresentado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo imporia a “empresas, aos trabalhadores, […]

Por O Diário
17/07/2021 19h00, Atualizado há 58 meses

Secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Gabriel Bastianelli assina a carta de número 52, endereçada ao governador João Doria com argumentos contrários à  instalação da praça de cobrança  de pedágio no município. 

No texto, ele destaca os prejuízos que o projeto apresentado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo imporia a “empresas, aos trabalhadores, empreendedores e para quem trabalha ou presta serviços no Distrito Industrial do Taboão”.

Esta carta e todos os demais documentos apresentados por representantes e lideranças sociais e políticas neste espaço não possuem qualquer interferência editorial de O Diário, que desde 2019 acompanha, com apreensão, o projeto da Artesp que está em licitação.

Senhor Governador,

Na posição de secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Mogi das Cruzes, venho por meio desta reiterar minha posição contrária à instalação de uma praça de pedágio na rodovia Mogi-Dutra e expor ao senhor os aspectos nocivos que a medida representa para o desenvolvimento não só de nossa cidade, como de toda a região leste da Grande São Paulo.

Primeiramente, gostaria de deixar claro que o projeto apresentado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo desrespeita os mogianos, o espírito empreendedor de nossa cidade, as características de logística e a própria autonomia do município sobre o seu território.

Nossa cidade é o principal polo econômico do Alto Tietê, com participação forte na Indústria, Comércio, Serviços e Agricultura. São produtos que abastecem centros importantes do Brasil, como as duas maiores cidades do país, uma vez que o município está localizado entre São Paulo e o Rio de Janeiro, com condições privilegiadas de logística. E a rodovia Mogi-Dutra é o principal acesso para chegar ao sistema Ayrton Senna – Carvalho Pinto e à rodovia Presidente Dutra. Parte importante dos produtos e dos alimentos da mesa dos paulistanos saem de Mogi das Cruzes.

O primeiro prejuízo direto ao desenvolvimento está nos custos que a praça de pedágio imporia a empresas que já estão instaladas em Mogi das Cruzes, aos trabalhadores que utilizam a rodovia diariamente no seu trajeto entre a casa e local de atuação, para os empreendedores no escoamento de sua produção e para quem trabalha ou presta serviços no Distrito Industrial do Taboão, a principal área de desenvolvimento econômico da Região Metropolitana de São Paulo. 

O pedágio também diminuiria a competitividade de nossas empresas, ao onerar os custos de produção e de logística. Por si só, isso colocaria em risco empregos e até mesmo a existência de negócios em Mogi das Cruzes. O empreendedorismo da nossa região não precisa desse prejuízo. 

O simples fato de haver o risco de instalação do pedágio, aliás, já é extremamente crítico para a cidade em termos de perspectiva econômica. Ele coloca em xeque o potencial de investimentos, de instalação de novas empresas e de expansão de negócios.

Tudo isso pode ser mostrado em números. O risco é de uma fuga de investimentos estimados em até R$ 4 bilhões para os próximos anos. A cada 12 meses, somando até 4 mil vagas de empregos que podem ser perdidas e os impactos com não arrecadação de tributos municipais e no sistema logístico da cidade, o prejuízo seria de R$ 246 milhões, ou dois meses de arrecadação do município de Mogi das Cruzes.

Por todos estes argumentos, nosso posicionamento é totalmente contrário à instalação do pedágio, primando pelo bom senso frente a todas as atrocidades contra a cidade que o projeto da Artesp prevê e que impactarão pesada e negativamente a economia, a qualidade de vida e o futuro desenvolvimento de Mogi das Cruzes. Peço a vossa excelência: não faça isso com nossa cidade, governador.

Gabriel Bastianelli, Secretário municipal de Desenvolvimento Econômico 

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