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Sem radares operando, Mogi registra cada vez menos multas; queda atinge 83,9%

Os índices de multas registradas em Mogi das Cruzes mostram que a desativação dos radares – que seguem sem licitação para serem operados na cidade – contribuiu para significativa redução de autuações. Segundo dados oficiais da Secretaria Municipal de Transportes, em 2019, quando os equipamentos operavam, 153.207 ocorrências foram registradas, número que caiu 48% no […]

Por O Diário
04/11/2021 18h05, Atualizado há 58 meses

Os índices de multas registradas em Mogi das Cruzes mostram que a desativação dos radares – que seguem sem licitação para serem operados na cidade – contribuiu para significativa redução de autuações. Segundo dados oficiais da Secretaria Municipal de Transportes, em 2019, quando os equipamentos operavam, 153.207 ocorrências foram registradas, número que caiu 48% no ano seguinte – já sem fiscalização eletrônica – e que despencou neste 2021, atingindo soma 83,9% menor no período entre janeiro e outubro.

Ao analisar os números de 2020, é preciso considerar também o “fator pandemia”, que reduziu o movimento de veículos nas ruas durante boa parte do ano. Também com a ausência de radares, o cenário foi de apenas 79.300 multas aplicadas.

E em 2021, mesmo com as flexibilizações relacionadas à Covid-19, o que fez com que a movimentação retornasse ao normal, a queda é ainda maior. Quando comparado a todo o ano de 2019, o índice registrado entre janeiro e o último mês de outubro é muito mais baixo: 24.531 multas. Ainda faltam dois meses para serem considerados, mas sem os equipamentos técnicos funcionando nas principais vias, será difícil notar aumento.

De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes, com ou sem radares os agentes municipais de trânsito continuam realizando o “trabalho de orientação de trânsito e fiscalização, de acordo com sua competência e programação estabelecida para as equipes”.

O que muda, porém, é o tipo de infração considerada. “No caso da fiscalização, os profissionais verificam questões referentes a estacionamento irregular, utilização de celulares por motoristas, não utilização de cinto de segurança, circulação em desacordo com a sinalização (contramão), entre outras ações”, trouxe a nota enviada a O Diário. “Este trabalho conta com apoio da Guarda Municipal e da Polícia Militar, esta última com competência também para verificar situações referentes às condições do veículo e do condutor”.

Já outras situações passíveis de multa, como “a fiscalização de excesso de velocidade, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), deve ser feita por equipamento eletrônico (radar)”. E em Mogi, após um ano sem fiscalização, em função de atrasos na contratação do novo prestador do serviço e, depois, de demora na instalação de equipamentos, a retomada da operação dos radares ocorreu em maio passado, a partir do contrato firmado com o Consórcio Caminhos Seguros. Mas já se sabia que o novo acordo valeria somente até agosto. E, três meses depois, uma nova licitação ainda não foi lançada.

 

Segurança

De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes, “os índices de segurança viária de Mogi das Cruzes, segundo os dados do sistema Infosiga, têm se mantido abaixo dos anos anteriores”. A Pasta afirma que “entre janeiro e setembro de 2021, foram registradas 22 mortes nas vias sob jurisdição da Prefeitura, índice 26,6% menor que no mesmo período do ano passado, quando ocorreram 30 mortes”. Leia mais.

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