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Semae anuncia aumento de 9,3% nas contas de água e esgoto

A partir de setembro as contas do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) sofrerão aumento de 9,3%. O anúncio do reajuste foi feito na tarde desta quinta-feira (8) pelo diretor geral da autarquia, João Jorge da Costa, durante coletiva de imprensa para apresentar o Plano de Recuperação e Modernização do sistema operacional de Mogi […]

Por O Diário
08/07/2021 18h30, Atualizado há 61 meses

A partir de setembro as contas do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) sofrerão aumento de 9,3%. O anúncio do reajuste foi feito na tarde desta quinta-feira (8) pelo diretor geral da autarquia, João Jorge da Costa, durante coletiva de imprensa para apresentar o Plano de Recuperação e Modernização do sistema operacional de Mogi das Cruzes.

O diretor explicou que o reajuste será proporcional ao consumo, sendo que 90% dos clientes se enquadram nas fases iniciais. Atualmente o valor para o uso por 10 m³, que está em R$ 37,63 passará a R$ 41,14, o que representa um acréscimo de R$ 3,51 no valor final.  

As tarifas para faixa de consumo de até 15 m³, passarão de R$ 76,58 para R$ 83,72, diferença de R$ 7,14. O gasto de 20 m³ vai passar de R$ 115,53 para R$ 126,30, resultando em R$ 10,77 a mais. A tabela segue a projeção nessa linha que estabelece valor de preço e consumo.

Os gráficos apresentados durante a coletiva virtual demonstram que os valores cobrados pelo Semae, em Mogi, estão em patamares inferiores aos praticados pela Sabesp e por sistemas que operam em outras cidades como Jacareí e Atibaia. Para se ter uma ideia, o valor cobrado pela Sabesp por 10m³ é de R$ 58,00, contra os R$ 37,63 do serviço mogiano

A última correção nos valores das contas ocorreu em junho de 2019, nove meses antes da pandemia. O diretor explica que desde então os gastos com insumos e serviços continuaram aumentando, comprometendo o  orçamento da empresa e reduzindo as possibilidades de investimentos em melhorias da empresa. De acordo com ele, o reajuste, “necessário para manter um equilíbrio nas contas”, foram calculados com base na inflação do período.

“Não estamos trabalhando com déficit, mas o problema é que precisamos prosseguir com o plano de modernização necessários na cidade”, argumenta Costa, citando metas impostas pelo Plano Nacional de Saneamento, que prevê avanços no setor, sob risco de perder planos de financiamentos do governo Federal.

Mogi das Cruzes coleta 90% do esgoto produzido, mas o tratamento só cobre 65% do total produzido na cidade. O município tem a meta de coletar mais de 90 dos resíduos nos próximos anos. O tratamento e abastecimento de água é de 95%.

Além dessas metas, o diretor também ressalta a necessidade de atender a demanda de crescimento do município, com a construção de equipamentos que possam garantir qualidade no abastecimento de água e as melhorias nos índices de tratamento do esgoto.

Ao ser questionado sobre projeto de privatização do órgão, ele explicou que essa seria uma decisão política, mas alega que atualmente a empresa tem autonomia financeira e possibilidade de buscar recursos para mais investimentos, fora os que já estão previstos atualmente. “Além disso, o Semae é patrimônio e orgulho da município e precisamos enfrentar o desafio de melhor ainda mais a autarquia”.

Ele também falou sobre otimização dos trabalhos e economicidade de R$ 6 milhões com a revisão de contratos, e destacou o programa implementado para reduzir perdas, além da ações para conscientizar as pessoas a adotar o consumo consciente, especialmente nesse momento de estiagem e e de alertas sobre riscos de crise hídricas.

Obras

João Jorge da Costa citou alguns projetos de saneamento que estão em andamento com recursos de organizações internacionais, com o investimento de R$ 35 milhões garantido pelo projeto + Mogi EcoTietê, que prevê a ampliação do abastecimento na região de César de Souza e obras de recuperação dos rios do Lavapés e Corvos.

Tem ainda 16 milhões do Fehidro, para a instalação de um sistema de esgotamento sanitário no núcleo urbano isolado do Parque Varinhas, em Jundiapeba, prevê a implantação de cera de 11,4 quilômetros de redes coletoras; 164 poços de visita; 127 poços de inspeção e quatro estações elevatórias (bombeamento) de esgoto.

O complexo será interligado à estação elevatória do Jardim Santos Dumont III, de onde o esgoto será encaminhado para tratamento na estação da Sabesp, em Suzano. A população beneficiada será de 2.800 moradores, mas o sistema poderá atender até 5.000 pessoas – estará preparado, portanto, para o crescimento populacional do bairro.

O prazo de construção do sistema Parque Varinhas será de 24 meses, contados após a liberação da primeira parcela do financiamento, que deve ocorrer depois do processo licitação, assinatura de contrato com a empresa vencedora e aprovação de todo processo licitatório pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e Banco do Brasil.

Outro plano está ligado à construção de um coletor-tronco de esgotos que atenderá mais de 4.400 moradores da região da Praça Deputado Paulo Kobayashi (conhecida como Praça do Oito), no Parque Santana. O investimento total previsto será superior a R$ 1 milhão – incluindo a contrapartida da autarquia, de R$ 126.244,11.

O projeto prevê a implantação de 1.060 metros de coletor, da Praça do Oito até um ponto da rua Lara, onde se conectará ao sistema existente e que encaminha o esgoto coletado para tratamento na estação da Sabesp, em Suzano.

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