Semae descarta crise hídrica no momento, mas alerta para a necessidade de economizar água
O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) informa que Mogi das Cruzes não enfrenta uma crise hídrica e nem corre riscos de desabastecimento no atual momento, mas alerta para o cenário de possível escassez de água nos próximos meses e orienta a população sobre a importância de manter o consumo consciente de água e […]
15/06/2021 14h10, Atualizado há 62 meses
O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) informa que Mogi das Cruzes não enfrenta uma crise hídrica e nem corre riscos de desabastecimento no atual momento, mas alerta para o cenário de possível escassez de água nos próximos meses e orienta a população sobre a importância de manter o consumo consciente de água e adotar hábitos de economia, evitando desperdício. São medidas de prevenção para atravessar esse período do ano de poucas chuvas, o que contribui com a queda do nível de capacidade de armazenamento das represas.
A situação é preocupante e levou o Sistema Nacional de Meteorologia (SNM), do governo federal, a emitir um alerta de emergência hídrica para a região que abrange o Estado de São Paulo, diante da previsão de chuvas abaixo da média no período de junho a setembro, que vai impactar nos reservatórios de água usados para abastecimento.
Na área das represas que compõem o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat), já houve redução no volume armazenado. Nesta terça-feira (15), a capacidade estava em 56,2%. O nível considerado confortável pelo Semae para esta época do ano seria de mais de 60%, mesmo estando abaixo do volume medido neste mesmo período de 2020, quando o sistema operava com volume de 75,2%.
O Semae não utiliza água das represas para abastecer a cidade, mas o volume das barragens interfere no nível do rio Tietê, na estação da Pedra de Afiar, onde é feita a captação para abastecimento público. Neste início de semana, o nível de água no local é de 1,28 metro, abaixo do 1,51 metro, registrado em 14 de junho de 2020.
A autarquia esclarece, no entanto, que o nível do rio no ponto de captação não é o principal fator a ser considerado para avaliar problemas com a queda no volume de água na Pedra de Afiar, uma vez que este volume é regulado pela liberação de água das represas Ponte Nova, Paraitinga e Biritiba Mirim, pertencentes ao Spat, operado pelo DAEE e pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para levar água a 4,5 milhões de habitantes da capital paulista e de cidades da Grande São Paulo.
“O abastecimento público é feito em Mogi com a captação no rio Tietê, após descargas das barragens que estão à montante (antes). Dependendo do regime operacional dessas represas, o nível do rio na captação do Semae pode sofrer variação, não somente em virtude da chuva e da seca. Exemplo: pode estar chovendo e o nível não aumentar, e pode estar sem chover e o nível aumentar, dependendo do volume de água liberado das barragens”, esclarece o órgão.
Para evitar problemas com o desabastecimento nos próximos meses de estiagem, o Semae orienta ações simples para economizar, como banhos curtos, fechar a torneira ao escovar os dentes, fazer lavagens de roupas sempre com a máquina cheia. Também orienta as pessoas para que ao identificar um vazamento, entrem em contato com a autarquia pelo telefone 115 ou pelos números de Whatsapp (994454-3939, 94217-1475 e 95786-8775).
Represas
Os dados publicados no site da Sabesp, demonstram que as barragens do Sistema Alto Tietê estão com 56,2% da capacidade, nesta terça-feira (15). Entre as seis represas que integram o Sipat, o nível mais baixo era observado nas represas do rio Jundiaí e de Taiaçuoeba estão com 31,56; e Ponte Nova 68,62