Servidores de Mogi discutem reajuste com Prefeitura na segunda
Uma assembleia realizada em frente à sede do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública Municipal de Mogi das Cruzes e Guararema, o Sintap, na rua Senador Dantas, votou pela rejeição da proposta de reajuste do prefeito Caio Cunha (PODE) que oferece um índice de 10,92% (acima da inflação do período, que foi de 9,73%). Ficou […]
10/04/2022 18h30, Atualizado há 52 meses
Uma assembleia realizada em frente à sede do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública Municipal de Mogi das Cruzes e Guararema, o Sintap, na rua Senador Dantas, votou pela rejeição da proposta de reajuste do prefeito Caio Cunha (PODE) que oferece um índice de 10,92% (acima da inflação do período, que foi de 9,73%). Ficou decidido que uma reunião com integrantes de uma comissão de servidores e da entidade sindical será realizada na manhã desta segunda-feira (11), na Prefeitura. E uma nova assembleia deverá ser convocada para o mesmo dia, às 18 horas.
Os servidores reivindicam a reposição da inflação durante o período da pandemia, quando reajustes foram suspensos por lei federal, o que daria um teto de 15%.
A Câmara de Mogi aprovou o reajuste de 5,64% em março deste ano.
Segundo Pedro Cassese Rodrigues, da diretoria-executiva do Sintap, a proposta da Prefeitura corresponde a 5,6% de reajuste e outros 4,3% aplicados sobre esse índice, o que daria um aumento, na folha, de 10,92%.
“Os trabalhadores querem o valor da inflação do período da pandemia, sendo que é a proposta do prefeito, e conceder esses outros 4% no futuro”, comentou o diretor.
Na assembleia, divulgada em videos que circulam nas redes sociais, vê-se os trabalhadores do lado de fora da sede sindical. “Nunca vimos um número tão expressivo de servidores”, comentou Cassese Rodrigues, destacando que os trabalhadores em início de carreira, como a categoria de ajudante geral, recebe R$ 1,6 mil e são os mais prejudicados, pela “alta da inflação e da gasolina está insuportável”, disse.
Advogado e funcionário há 25 anos, o diretor usa o exemplo de trabalhadores que atuam há mais tempo: o servidor de primeira classe, sente a desvalorização do salário ao longo desse período. “Nesse caso, o servidor recebe cinco salários mínimos, após mais de duas décadas de trabalho”, comparou.
Ainda não foi decretado estado de greve, segundo ele; porém, a rejeição aponta para a divisão da categoria municipal.
Outros benefícios estão sendo aventados pelo prefeito Caio Cunha, como o diretor citou. Entre eles, o aumento do vale refeição e mudanças no sistema de folga para quem trabalha no esquema de 12 por 36 horas.
Na segunda-feira
A rodada de negociação será acompanhada por representantes de cinco categorias do funcionalismo púlico municipal, além da direção do Sintap, às 11 horas, de segunda-feira.
A Prefeitura, por meio de nota encaminhada a pedido de O Diário, neste sábado (9), afirmou está propondo “recomposição salarial de 10,92% (índice superior ao acumulado da inflação, que fechou em 9,73%) e dobra valor do vale-alimentação; nova rodada de negociação com o Sintap deve ser realizada na segunda-feira”.