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Trânsito: mortes aumentam 42,8% no 1º quadrimestre, em Mogi

Elaborado pelo Governo de São Paulo, o Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito) apontou que Mogi das Cruzes teve quatro mortes no trânsito em abril deste ano. O número é menor do que o registrado no mesmo mês de 2019, que teve cinco óbitos. Entretanto, quando considerados os quatro primeiros meses de […]

Por O Diário
20/05/2021 14h02, Atualizado há 60 meses

Elaborado pelo Governo de São Paulo, o Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito) apontou que Mogi das Cruzes teve quatro mortes no trânsito em abril deste ano. O número é menor do que o registrado no mesmo mês de 2019, que teve cinco óbitos. Entretanto, quando considerados os quatro primeiros meses de 2021, o aumento foi de 42,8%, tendo 20 mortes registradas, contra 14 no mesmo período do ano passado.

Das vidas perdidas no último mês, três eram homens e apenas uma mulher. A divisão é a mesma para o meio de locomoção, já que três vítimas eram pedestres e uma estava em um automóvel. Este último caso, inclusive, aconteceu no dia 18 de abril, quando a policial civil Edna Fátima dos Passos, de 44 anos, morreu em um acidente de carro, no trecho final da Avenida São Paulo, no Socorro.

Em abril do ano passado, os dados foram bem distintos na comparação. Das cinco mortes registradas no período, quatro vítimas estavam em motocicletas e a outra em uma bicicleta. Além disso, todos os óbitos foram de homens e aconteceram em vias municipais.

As ruas de Mogi, inclusive, estão sem fiscalização eletrônica desde agosto de 2020, o que pode contribuir para que os motoristas infrinjam a velocidade máxima permitida por lei e causem um número maior de acidentes. Agora, alguns equipamentos que haviam sido retirados, foram recolocados, mas ainda não estão funcionando. Ainda assim, eles podem contribuir para que a população seja inibida e dirija com mais cautela.

Este ano, janeiro teve quatro mortes no trânsito registradas, enquanto no ano passado foram cinco. Já em fevereiro, 2021 apresentou um número muito alto, com nove óbitos, contra quatro no mesmo mês de 2019. Março não teve mortes registradas no ano passado e, neste ano, teve três.

Deste primeiro quadrimestre, 85% mortes foram de homens. Ou seja, das 20 vítimas, 17 eram do sexo masculino e apenas três do sexo feminino. Entre essas pessoas, sete morrem por atropelamento, sete em choques, cinco e colisões e um outro motivo, que não foi especificado.

Região

Considerando os quatro primeiros meses do ano, Mogi foi a cidade com o maior número de mortes no Alto Tietê. Juntas, as outras cidades somam 34 óbitos. A única que não aparece na contagem é Salesópolis, já que o município não registra uma morte no trânsito desde novembro do ano passado. Levando em conta apenas o mês de abril, foram nove óbitos na Região, quatro a menos do que em 2019, quando foram 13.

Depois de Mogi, Itaquaquecetuba aparece com o maior número de registros, tendo 13 mortes no período. Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Guararema e Suzano tiveram o mesmo número de óbitos nesses primeiros meses do ano, com quatro óbitos em cada uma delas.

Em Santa Isabel, abril foi o único mês sem mortes no trânsito, enquanto os outros meses tiveram um óbito em cada. Biritiba Mirim registrou uma única morte até o momento, que aconteceu em março, assim como Poá, que teve um acidente fatal em fevereiro.

Prefeitura

A Secretaria de Transportes de Mogi das Cruzes ressaltou que o número de mortes registrado em abril é 20% menor que no mesmo mês de 2020. Se forem analisadas apenas as vias municipais, a queda no número de óbitos neste mês de abril em comparação com o mesmo mês de 2020 é de 40%.

Das 20 mortes em acidentes de trânsito registradas nos quatro primeiro meses do ano, 60% aconteceu em vias estaduais, em que o município não tem competência para atuação direta. As vias municipais correspondem a 35% das ocorrências e 5% aconteceram em local não determinado. Considerando apenas as vias municipais, no primeiro quadrimestre, houve uma redução de 12,5% no número de mortes em acidentes de trânsito em 2021 com relação a 2020.

A pasta ressalta que Mogi possui a maior malha viária entre as cidades do Alto Tietê e também a maior frota de veículos. Além disso, a cidade é polo regional, recebendo a circulação de veículos de outras cidades, além de ser importante rota rodoviária.

Para ampliar a segurança viária nas vias municipais, a Prefeitura de Mogi das Cruzes garante que realiza um trabalho integrado de sinalização, fiscalização e engenharia de tráfego, com a atuação de técnicos, utilização de modernas ferramentas e equipamentos. A Administração Municipal também desenvolve ações de educação para o trânsito.

Durante este mês, uma série de ações específicas para a segurança viária estão sendo desenvolvidas, dentro do Movimento Maio Amarelo. Serão implantadas faixas em pontos de grande movimentação de pessoas. Ônibus do sistema municipal de transporte coletivo estão circulando com mensagens voltadas à segurança viária e mídias são apresentadas no sistema interno dos veículos. A Prefeitura também está veiculando mensagens sobre o assunto nos canais oficiais da administração na internet.

A cidade receberá ainda o Projeto Educa, em uma parceria entre a Prefeitura e o Observatório Nacional de Segurança Viária. A iniciativa disponibiliza material didático para os estudantes sobre educação para o trânsito, com livros para os estudantes e professores. O projeto-piloto em Mogi das Cruzes será realizado com os alunos do Ensino Fundamental II do Cempre Benedito Ferreira Lopes.

O Maio Amarelo em Mogi das Cruzes será finalizado no dia 31 deste mês, com a premiação do Concurso Mobilidade e Educação “Caminho Seguro para a Escola”, uma iniciativa da Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio de uma parceria entre as Secretarias Municipais de Transportes e de Educação, voltada para alunos das redes municipal, estadual e particular.

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