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Três vereadores querem ocupar a presidência da Câmara de Mogi em 2022

O lançamento da candidatura do vereador Marcos Furlan (DEM) à presidência da Câmara de Mogi provocou reações de outros parlamentares que também almejam o cargo. Apesar de ter demonstrado que tem o apoio da maioria ao reunir 16 dos 23 integrantes da Casa nesta quarta-feira (1) para selar um acordo em torno do seu nome, […]

Por O Diário
02/12/2021 20h09, Atualizado há 57 meses

O lançamento da candidatura do vereador Marcos Furlan (DEM) à presidência da Câmara de Mogi provocou reações de outros parlamentares que também almejam o cargo. Apesar de ter demonstrado que tem o apoio da maioria ao reunir 16 dos 23 integrantes da Casa nesta quarta-feira (1) para selar um acordo em torno do seu nome, os outros concorrentes alegam que a situação ainda não está definida e que tudo pode mudar até a próxima semana.

“O fato de o vereador Furlan ter feito uma reunião com 16 vereadores, não quer dizer que todos vão votar nele”, observou o atual presidente da Câmara, Otto Rezende (PSD), candidato à reeleição para o cargo.

Rezende observa que no início deste ano, quando começou a nova legislatura, teria sido fechado um acordo, entre os representantes dos partidos que integram a Câmara, para que houvesse uma alternância na presidência. Teria ficado combinado que inicialmente ficaria com o Otto, e no segundo ano, de 2022, o indicado seria o vereador Iduigues Martins (PT), que também “não descarta” o lançamento do nome dele para disputar a eleição da mesa no próximo dia 14. Neste contexto, Furlan assumiria a presidência no terceiro ano, e no quarto e último período de mandato a vaga seria ocupada por uma das três vereadoras da Casa.

Furlan, no entanto, não confirma o acordo e diz que decidiu concorrer porque foi “estimulado” por seu grupo político e por vereadores de outras bancadas da Câmara, como o Podemos e o PL, SD, PV e parte do PSDB. Ele disse que também vai conversar com os demais representantes da casa para que o nome dele seja lançado em consenso pela maioria.

 

Reeleição

O atual presidente entende que ele poderia ser candidato à reeleição para seguir com os trabalhos que vem realizando na Câmara, que segundo Otto, vem sendo reconhecido “de forma positiva” pelos demais. Além de democratizar o espaço, a administração dele busca otimizar os gastos e dar mais visibilidade ao Legislativo.

“A minha candidatura à reeleição vai depender de quem meu grupo vai apoiar. Pode ser eu ou outro nome escolhido em consenso”, comenta o presidente, que cita outros nomes possíveis como Iduigues Martins (PT) e Edson Santos (PSD). Ele disse que quando foi eleito no início deste ano teve o apoio de mais 12 vereadores e informa que este grupo deve se reunir novamente no início da próxima semana para discutir o assunto.

Na avaliação de Rezende, existe certa resistência ao nome do Furlan pelo fato dele ser atualmente o “líder do prefeito na Câmara”, o que poderia sugerir uma possível interferência do Executivo na Casa, sendo o melhor, na opinião dele, manter uma maior independência entre os dois poderes.

“Na verdade, dos 16 vereadores que estiveram na reunião (com o Furlan) tem gente que me ajudou a ser eleito e outros que pensam diferente, e se for isso mesmo, se houver a tendência de votar no Furlan, ainda vai ser preciso conversar. Vamos decidir na próxima semana qual o nome que será lançado, mas a princípio qualquer um que queira pode se lançar candidato, porque ainda não é consenso um nome só”, diz ele.

 

Acordo

O vereador Iduigues disse que esperava que o compromisso fosse cumprido na questão da alternância na presidência da Casa.  “Estava esperando para começar a conversar, por isso não tinha lançado ainda a minha candidatura, mas o vereador Furlan se antecipou e lançou o nome dele, agora vamos acompanhar o desenrolar dos fatos, porque muita coisa ainda pode mudar até o próximo dia 14, data da eleição”, comenta.

Martins disse ainda que vai deixar o nome dele à disposição, e mesmo que não seja o indicado para o cargo, nada muda no que se refere a sua atuação parlamentar. Existem comentários de que o nome dele teria o apoio de Caio Cunha, mas o vereador não quis fazer comentários sobre a postura do chefe do Executivo.

Apesar de pretender levar adiante a discussão sobre a possível candidatura, o vereador admite que o nome dele enfrenta resistência na Casa. Ele disse que isso não é apenas por ser do PT, mas também por conta da “personalidade e por não ser subserviente a ninguém”. 

O petista acha que a Câmara tem que manter a sua independência com relação à Prefeitura, ter mais autonomia e participação na discussão de temas importantes para a cidade. Ele avalia que o atual presidente “democratizou o Legislativo e entende que o futuro comandante do Legislativo deve seguir nessa linha e ampliar as conquistas”.

 

Candidatura

O vereador Furlan esclarece que a candidatura dele vinha sendo construída pelo grupo do G4, formado por ele e pelos vereadores Edinho do Salão (MDB), Fernanda Moreno (MDB) e Oswaldo Silva (Republicanos), mas disse que “de repente as discussões a respeito tomaram corpo muito rápido” com apoio de 16 parlamentares, o que o motivou a fazer o lançamento nesta quarta-feira (1).

Nos próximos dias, ele disse que vai conversar com os outros vereadores, inclusive com os demais postulantes ao cargo, para tentar um consenso. “Não acredito que possa encontrar resistência ao meu nome”, comenta Furlan.

Também nega que tenha feito qualquer tipo de acordo sobre alternância de legendas na presidência. “Não fiz acordo com ninguém na época. Chegamos a discutir naquela ocasião a possibilidade de lançar meu nome, mas depois houve o consenso sobre o Otto. Agora é um novo processo”.

O vereador não quis envolver o nome do prefeito nesse processo de reeleição. Sobre os comentários a respeito da proximidade dele com o prefeito e possível interferência da Prefeitura na Casa, Furlan alega que “isso não vai acontecer, até porque o Caio é uma pessoa muito democrática e acha que sempre respeitou os posicionamentos e independentemente disso vai defender a Casa e vereadores para que tenham as possíveis ferramentas para trabalhar”.

Segundo ele, a principal meta, caso se eleja presidente, “é deixar a Casa sempre em evidência, demostrar os trabalhos que são executados e buscar sempre o consenso entre os colegas”.

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