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Túmulos são danificados no Cemitério da Saudade

Vários túmulos do Cemitério da Saudade, em Braz Cubas, estão danificados e com terra revirada, gerando indignação de pessoas que têm familiares sepultados no local. Elas também reclamam da falta de segurança na hora de transitar pelas alamedas da área sob responsabilidade da Prefeitura de Mogi das Cruzes, já que também há covas abertas por […]

Por O Diário
09/08/2021 19h28, Atualizado há 60 meses

Vários túmulos do Cemitério da Saudade, em Braz Cubas, estão danificados e com terra revirada, gerando indignação de pessoas que têm familiares sepultados no local. Elas também reclamam da falta de segurança na hora de transitar pelas alamedas da área sob responsabilidade da Prefeitura de Mogi das Cruzes, já que também há covas abertas por vários lugares.

Na noite desta terça-feira (9), o secretário municipal de Governo, Francisco Cochi Camargo, explicou em entrevista à TV Diário que a grande quantidade de terra que foi visto no local é resultado de novas covas abertas, o que vem sendo feito desde 2019, em virtude do aumento de mortes durante a pandemia de Covid-19.

“Utilizamos máquinas e cai terra ao lado, mas estamos tendo o cuidade de fazer esta recuperação. Em relação às covas abertas, elas estão em duas ruas que foram interditadas. Mas este número de covas abertas é devido  ao grande número de sepultamentos que estávamos realizando. Chegamos a ter 34 em um único dia, então, por precaução, a gente escava e realmente, às vezes, sobra terra do maquinário. Porém todos estes passeios serão reformados pela Secretaria de Obras, com passagens diminutas, mas que vão existir”, explica.

Ainda segundo o secretário, foram verificadas duas sepulturas danificadas, mas a Prefeitura está assumindo a reparação, o que já estaria sendo feito.

Os cemitérios que permaneceram um período fechado às visitas e recebendo apenas pequenos grupos na hora dos sepultamentos, devido à pandemia, de acordo com Cochi foram reabertos, seguindo a normatização sanitária.

“Neste período, eles ficaram fechados por precaução. Agora existe uma resolução de 2 de agosto, quando isso foi ampliado, porque a média de mortos na pandemia diminuiu, então, hoje, a visitas acontecem das 8 às 16 horas”, completa.

O problema não é de hoje: questionada na semana passada sobre a falta de vagas nos cemitérios públicos, uma preocupação constante em Mogi, a Secretaria Municipal de Governo havia informado na época que os três equipamentos municipais juntos – São Salvador, Saudade e de Sabaúna – reúnem cerca de 18 mil sepulturas.

O quantitativo, segundo a pasta, inclui sepulturas perpétuas e provisórias, aquelas onde as famílias podem fazer o sepultamento, utilizando a sepultura por um período de até 36 meses. Passado esse período é feita a remoção dos restos mortais, para nichos localizados no próprio Cemitério da Saudade ou para outros cemitérios, ou ainda são encaminhados ao ossuário geral.

Para atender ao aumento do número de sepultamentos na pandemia, a Prefeitura havia explicado que foram construídos 600 gavetões e no momento estão em obras mais 150 lóculos e mais 477 covas comuns na terra. Estão em licitação outros 1.322 lóculos”.

Um grupo intersetorial formado pelas secretarias municipais de Governo, Obras, Verde e Meio Ambiente e Serviços Urbanos, tem feito o planejamento de ações.

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