Usina de triagem da Vila São Francisco reabre após 1 ano e 7 meses sem atividades
Após um ano e sete meses fora de operação, a usina de triagem, na Vila São Francisco, voltou a funcionar e recebe o lixo reciclável coletado em Mogi das Cruzes desde a última quarta-feira (3). Fechado em meados de março do ano passado, início da pandemia de Covid-19, devido ao risco de contaminação pelo novo […]
09/11/2021 15h15, Atualizado há 58 meses
Após um ano e sete meses fora de operação, a usina de triagem, na Vila São Francisco, voltou a funcionar e recebe o lixo reciclável coletado em Mogi das Cruzes desde a última quarta-feira (3). Fechado em meados de março do ano passado, início da pandemia de Covid-19, devido ao risco de contaminação pelo novo coronavírus, o equipamento passou por reforma, ao custo de R$ 350 mil, antes de ser reaberto.
Enquanto a usina de triagem permaneceu fechada, o lixo reciclável coletado na cidade passou a ser encaminhado, juntamente com os resíduos úmidos, ao aterro sanitário de Jambeiro, no Vale do Paraíba
Segundo a secretária municipal do Verde e Meio Ambiente, Michele de Sá Vieira, a usina de triagem estava depredada e em condições inviáveis de atividades quando o atual governo a recebeu.
“Havia a necessidade urgente de reforma. Foram colocadas novas chapas no entorno do galpão, duas esteiras e duas prensas, houve troca e ampliação do número de equipamentos, reforma dos banheiros, refeitório, escritório e também da parte externa para que os catadores tenham condições de trabalhar de forma digna e em local adequado”, explica Michele.
Atualmente, o trabalho de triagem do material que chega à usina está sob responsabilidade da Cooperativa Recicladores do Brasil, com 24 trabalhadores, que se dividem também nos ecopontos da cidade. “Quando este material chega, é separado de acordo com suas categorias, armazenado na própria cooperativa e, posteriormente, vendido para a divisão da renda entre os catadores”, destaca a secretária.
Michele acrescenta que ainda não está definida a capacidade total da usina após a reforma. “Nestas seis primeiras semanas será preciso fazer a medição do material trazido por cada um dos caminhões para entender a capacidade da usina, porque ela foi duplicada em relação aos equipamentos que possuía. Agora, será preciso receber os caminhões, saber a porcentagem de recicláveis e de resíduos de cada bairro para se ter uma ideia inicial da capacidade e, consequentemente, ir aumentando a coleta seletiva na cidade”, detalha, completando que uma parte dos recicláveis coletados na cidade também será encaminhada aos três ecopontos que mantiveram atividades durante a pandemia.
Com a reabertura da usina de triagem, a secretária explica que a meta é que todo o material reciclável seja aproveitado. O primeiro caminhão recebido no local trazia 651 quilos de lixo reaproveitável, o segundo 1.252 quilos e o terceiro 1.199 quilos.
A coleta seletiva na cidade é realizada em dias e horários específicos, dependendo do bairro. A programação pode ser conferida no sie www.mogidascruzes.sp.gov.br .