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Veja como será a obra que transformará a rotatória do Habib’s em cruzamento

Um problema crítico no trânsito de Mogi das Cruzes deve ter uma nova solução até o final deste ano. Nesta semana, o prefeito Caio Cunha (PODE) divulgou que a rotatória da praça Kazuo Kimura, entre o Mogilar e o Nova Mogilar, deve ser transformada em um cruzamento.  Para a intervenção, segundo o prefeito, a Secretaria […]

Por O Diário
05/09/2021 08h30, Atualizado há 60 meses

Um problema crítico no trânsito de Mogi das Cruzes deve ter uma nova solução até o final deste ano. Nesta semana, o prefeito Caio Cunha (PODE) divulgou que a rotatória da praça Kazuo Kimura, entre o Mogilar e o Nova Mogilar, deve ser transformada em um cruzamento. 

Para a intervenção, segundo o prefeito, a Secretaria Municipal de Transportes realizou um estudo de tráfego naquela região, em que identificou a rota mais usada pelos motoristas e simulou como ficaria com a nova solução, também adotada na Via Perimetral, na Ponte Grande. 

O projeto prevê que os motoristas que forem acessar à direita ao chegar no cruzamento terão sempre o trânsito livre. 
“Será um grande cruzamento com algumas vias de retorno. Tem um terreno grande da Julio Simões, onde era a antiga Codemo (Companhia de Desenvolvimento de Mogi das Cruzes), ali, na verdade, tem uma rua que é pública, mas não está feita, então tem alguns retornos que não foram feitos. Como por exemplo a pessoa que vier de César e for para o shopping, ela irá fazer o retorno ali e vai para o shopping”, detalhou.

Ainda de acordo com o prefeito, a obra será financiada pela empresa Atlântica Construções, Comércio e Serviços Eirelli, que administra hoje o Terminal Rodoviário Geraldo Scavone, como contrapartida de uma ampliação do espaço atual da única rodoviária municipal, que deve ganhar uma área maior de exploração comercial, com duas grandes lojas. 
“A empresa que ganhou a licitação no ano passado tinha um projetinho muito simples. Eu falei que ele estava em um ponto que vai crescer. Vendi a ideia para o cara [a empresa], com espaço comercial, duas grandes lojas, que a gente não pode falar o nome das lojas ainda, por uma questão de contrato, mas será uma nova rodoviária e conseguimos que eles fizessem a nova rotatória e também a manutenção nos dois terminais de ônibus, o Central e o Estudantes. Até o final do ano a rotatória estará eliminada”, pontuou.

Em novembro de 2019, a região da rotatória recebia cerca de 73.893 veículos por dia, sendo 8.925 veículos por hora nos períodos de pico.

Uma saída

O arquiteto e urbanista Paulo Pinhal, que há anos apresenta soluções urbanos para uma Mogi das Cruzes melhor, já havia feito um projeto de cruzamento para a praça Kazuo Kimura. No projeto, o arquiteto destaca que a solução apresentada respeita as infraestruturas existentes, fazendo apenas um ordenamento do fluxo do trânsito, e aproveitando para fazer no espaço uma homenagem à comunidade japonesa e ao próprio Parque Centenário que fica próximo,  com a inserção de uma escultura que faz alusão à bandeira do Japão.

A O Diário, Pinhal disse que, em conversa com um amigo, percebeu que talvez fosse interessante manter a homenagem a Kazuo Kimura, como forma de preservar a memória da cidade. Mas, em relação ao trânsito, o arquiteto destaca que a rotatória já não comporta o trânsito local, inclusive com os semáforos. “Quando a gente vê rotatória em grandes cidades, elas têm uma dimensão maior porque cabem geralmente quatro pistas grandes, não só duas como é o caso aqui. Talvez se ela estivesse em outro local com quatro pistas, comportaria o trânsito. Mas como a gente tem só duas, gerou essa quantidade inédita de semáforos para tentar controlar e a situação não melhorou”, detalhou.

Pinhal lembrou que o vetor de crescimento de Mogi é para a região leste – César, Botujuru, Sabaúna, e a cidade já tem um número crescente de novos carros, além de somar mais de 400 anos de fundação, é preciso pensar alternativas para a cidade. Ele defende o cruzamento, com a faixa da direita livre.

“Para quem entende de mecânica dos fluídos vale a comparação: o carro é como se fosse um fluído, você tem um cano muito grande que, quando vai para um pequeno, gera congestionamento: é o que acontece na praça Kazuo Kimura. O trânsito parado vai expandindo para o bairro e o centro, principalmente por conta dos semáforos”, pontua. 
Pinhal encaminhou o projeto que fez à assessoria da vice-prefeita de Mogi, Priscila Yamagami, nesta semana, após ter recebido uma solicitação da equipe da Prefeitura.

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