Vereadora Malu diz que secretário do prefeito Caio Cunha quer intimidar a Câmara
A vereadora Malu Fernandes (SD), que integra a base de apoio do prefeito Caio Cunha (PODE) na Câmara de Mogi, utilizou a tribuna do Legislativo durante a sessão desta terça-feira (8) para dizer que está recebendo ameaças do secretário-adjunto de Governo da Prefeitura, Rubens Pedro de Oliveira, por alguns questionamentos que ela tem feito sobre […]
08/11/2022 18h54, Atualizado há 45 meses
A vereadora Malu Fernandes (SD), que integra a base de apoio do prefeito Caio Cunha (PODE) na Câmara de Mogi, utilizou a tribuna do Legislativo durante a sessão desta terça-feira (8) para dizer que está recebendo ameaças do secretário-adjunto de Governo da Prefeitura, Rubens Pedro de Oliveira, por alguns questionamentos que ela tem feito sobre atuação da gestão municipal em diversas áreas, como educação, saúde, transportes e outras.
Ela disse que queria compartilhar com os demais parlamentares uma situação que vivenciou na semana passada. “Quero acreditar que o prefeito não tenha conhecimento sobre esse este fato, mas na sexta-feira, o adjunto de governo, Rubens Pedro, mandou me dizer que as portas de prefeitura estão fechadas para mim, e que se eu não mudar o meu comportamento, as portas vão ficar fechadas”.
“A motivação foi porque simplesmente essa vereadora tem protocolado pedidos de informação sobre escolas especiais, maternidade, ônibus e outros temas de interesse da população. Acontece que requerimento não é apenas um direito, mas sim um dever dos parlamentares e não deixar de vou deixar de cumprir”, enfatizou.
Segundo Malu, esse tipo de situação “não é aceitável” porque é uma forma de tentar intimidar e impedir que o vereador faça o seu trabalho, que é o de legislar e fiscalizar a Prefeitura. Além disso, a parlamentar observa que o trabalho realizado por ela é “propositivo”, que dificilmente ela faz críticas à atual administração e que sempre tenta trabalhar em parceria.
A vereadora, também e vice-presidente da mesa diretiva do Legislativo, acrescentou ainda: “quando um adjunto manda recado de que as portas estão fechadas não é para mim e sim para a população e para os 1.649 eleitores que depositaram confiança em meu projeto”
Ela defendeu ainda a transparência e o acesso a informação e espera que essas questões sejam “inegociáveis”. Afirmou também que o prefeito “tem que abrir os olhos porque tem gente ao lado dele prejudicando e desrespeitando a Casa do povo”, já que tem outros vereadores que estão passando por isso.
A administração municipal, questionada sobre as críticas, encaminhou a seguinte nota: “O relacionamento entre o Executivo e o Legislativo municipal se dá de forma harmônica, dentro dos preceitos constitucionais, cada qual com suas atribuições e autonomia. O Executivo respeita o discurso da nobre vereadora e vai apurar os fatos. Contudo, já é possível adiantar que em momento algum a atual gestão tentou cercear a atividade de qualquer parlamentar.”