Vereadores cobram mais legistas e atendimento 24 horas no IML de Mogi
A falta de médicos legistas para atender a demanda do Instituto Médico Legal (IML) foi motivo de críticas na Câmara de Mogi das Cruzes, que reivindica a expansão do horário de funcionamento e um número maior de profissionais para agilizar a liberação de corpos aos familiares, que reclamam da demora do serviço. O pedido está […]
16/06/2022 14h31, Atualizado há 50 meses
A falta de médicos legistas para atender a demanda do Instituto Médico Legal (IML) foi motivo de críticas na Câmara de Mogi das Cruzes, que reivindica a expansão do horário de funcionamento e um número maior de profissionais para agilizar a liberação de corpos aos familiares, que reclamam da demora do serviço.
O pedido está sendo encaminhando ao governo do Estado por meio de uma moção de autoria do vereador Carlos Lucarefski (PV), aprovada por unanimidade no Legislativo, durante a sessão de terça-feira (14). O documento legislativo solicita o funcionamento do órgão 24 horas por dia.
Ele alega que a população de Mogi das Cruzes, uma cidade com quase 500 mil habitantes, “vem sofrendo há tempos com o descaso no atendimento oferecido pelo IML”, notadamente no horário compreendido entre 18 horas e às 8 horas do dia seguinte, em razão da ausência de um médico legista nesse período.
Durante a votação da matéria em plenário, o vereador relatou o drama de um pai que perdeu um filho e teve de aguardar de um dia para o outro para que o corpo pudesse ser liberado pelo Instituto para poder fazer o velório. “O munícipe, para sua surpresa, recebeu a notícia de que a liberação só seria possível na manhã seguinte, o que gerou sensação de revolta e indignação extrema”, comentou.
Outros vereadores relataram situações parecidas, como vereador Maurino José da Silva (PODE), que também disse ter sido procurado por munícipes indignados com a falta de plantonistas no local. Ele contou que foi solicitado por uma família que aguardava a liberação do corpo de uma pessoa que havia falecido às 20h do domingo e teve problemas para conseguir liberar o corpo. “Ontem (segunda-feira) a informação que tive é de que havia 8 corpos para serem liberados e apenas um legista para realizar as autópsias”, explicou.
José Luiz Furtado (PSDB) também criticou o fato de uma cidade do porte de Mogi só contar com um médico legista para fazer a liberação dos corpos. “Imaginem as famílias que perderam um ente querido e ainda terem que sofrer por verem seus momentos de despedidas atrasados”, enfatizou.
No entanto, ele alega que é preciso dar um crédito para o governador Rodrigo Garcia está chegando agora, e afirma que é preciso solicitar também solicitar a colaboração dos deputados para conseguir agilizar esse processo.
Um pedido semelhante já havia sido feito pelo vereador Juliano Botelho (PSB), em março. Ele observou que o IML não atende à demanda só de Mogi, mas de todo o Alto Tietê.