Indefinição no quadro sucessório de Mogi induz a todo tipo de especulação
A indefinição em torno da sucessão municipal de Mogi das Cruzes provocada pela provável indicação do deputado federal Marco Bertaiolli (PSD) para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, vai ganhando contornos cada dia mais interessantes e imprevisíveis. Nos meios políticos locais chega-se a falar até mesmo na transformação […]
04/08/2023 07h10, Atualizado há 34 meses
A indefinição em torno da sucessão municipal de Mogi das Cruzes provocada pela provável indicação do deputado federal Marco Bertaiolli (PSD) para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, vai ganhando contornos cada dia mais interessantes e imprevisíveis. Nos meios políticos locais chega-se a falar até mesmo na transformação do futuro pleito numa disputa de caráter plebiscitário, com apenas dois candidatos que se digladiariam até o último voto pelo comando da Prefeitura de Mogi.
Especulações surgem de todos os lados, com os mais diferentes enredos. Há quem aposte, por exemplo, que, com Bertaiolli fora da campanha – caso ele realmente venha a assumir o TCE –, o caminho estaria aberto para a união entre os grupos de Valdemar Costa Neto, atual presidente do PL, com o do prefeito Caio Cunha (PODE), algo sobre o qual os dois estariam conversando haveria já um bom tempo,
Há que solte a imaginação e diga que o acordo entre os dois poderia contemplar a escolha do secretariado por Valdemar para que após dois anos de mandato, o prefeito se elegesse deputado, com o apoio do PL, deixando a Prefeitura em poder do vice que, é claro, deveria ser alguém indicado pelo presidente liberal.
É óbvio que ninguém confirma tal história, porém existe quem acredite nela e chegue até a dizer que ainda poderá vir a ocorrer.
Mas as ilações não param por aí. Os defensores de uma aliança Valdemar – Caio Cunha, chegam a avaliar a possibilidade de a eleição vir a se transformar num confronto plebiscitário, já que a aliança afastaria outros eventuais interessados na disputa pela Prefeitura, deixando a disputa entre o prefeito situacionista e o grupo do petista Rodrigo Valverde, que tem o apoio dos demais partidos de esquerda da cidade.
Mais do que um plebiscito, uma eleição com tais contornos reeditaria, em nível doméstico, o embate entre Lula e Bolsonaro, nas eleições presidenciais passadas.
Algo impossível de acontecer?
Nem tanto, dizem alguns.
Enfim, imaginação parece não faltar nos bastidores da política mogiana, enquanto Bertaiolli continua fazendo silencio em relação ao TCE, embora a maioria acredite na sua transferência para lá, Costa Neto parece mais preocupado com Bolsonaro e com a política de Brasília e do resto do País.
Marcus Melo (sem partido) fechou-se em copas após a ducha de água fria recebida na fatídica entrevista do presidente liberal na noite de homenagem ao centenário de nascimento de Waldemar Costa Filho, na Câmara, mas topa ser candidato.
Marcos Damasio (PL), cuja candidatura também defenestrada por Costa Neto, continua dizendo que é candidato a prefeito, assim como o médico Luiz Carlos Gondim Teixeira (União Brasil).
Téo Cusatis (sem partido) continua pronto para entrar na disputa.
E até surpresas aparecem, como João Bosco, presidente do Clube de Campo, que sonha com a indicação de Valdemar Costa Neto para concorrer à Prefeitura.
Apesar de todo esse quadro, há uma grande interrogação no caminho sucessório mogiano.
Uma pergunta que só começará a ser respondida quando Bertaiolli finalmente se definir em relação ao TCE, o que terá de acontecer, no máximo, até o final deste mês, já que a posse, caso venha a ocorrer, será em setembro.
Perguntar não ofende
O que teria levado o secretário Rafael Benini, de Parcerias e Investimentos, a visitar o prefeito de Mogi, Caio Cunha, após às 19 horas de uma terça-feira (1º) para discutir a respeito dos pedágios?
Seria a garantia de tranquilidade, longe da possível presença de enxeridos jornalistas?
Executiva
Prometida para o último final de semana, a posse da Comissão Provisória do Republicanos acabou não acontecendo.
Explicação oficial: “Devido a incompatibilidade de agenda com o presidente nacional, deputado federal Marcos Pereira, o evento simbólico de posse da diretoria do Republicanos- Mogi das Cruzes será reprogramada para data futura”.
A solenidade não houve, mas a Executiva já está composta com Marcelo Campos Oliveira (presidente), Kaio Falcão (vice-presidente), Alex Castilho (tesoureiro), Silvério Nobre ( secretário-geral) e vereador Osvaldo Silva (líder da bancada na Câmara Municipal).
Vestibular e Enem
A vereadora Maria Luíza Fernandes, a Malu (SDD), deve aproveitar sua reaproximação política com o prefeito Caio Cunha para voltar a insistir na criação de um curso pré-vestibular gratuito para os estudantes mogianos.
O Cursinho Pré-Vestibular para o Exame Nacional do Ensino Médio e demais vestibulares (CPEM) tem como objetivo “promover a inclusão de alunos de baixa renda oriundos de escolas públicas, bolsistas de escolas particulares com renda familiar por pessoa de até dois salários mínimos e jovens em situação de vulnerabilidade”.
A vereadora se baseia em sua própria história de vida, em que estudou com bolsista, para defender o apoio às pessoas que não têm condições financeiras para frequentar cursinhos particulares.
Prefeito interino
O vice-prefeito de Guararema, Odvane Rodrigues da Silva (PL), assumirá interinamente o comando da Prefeitura daquela cidade por 17 dias, a partir do próximo dia 10.
período, o titular José Luiz Eroles Freire (PL) aproveitará para descansar e cuidar de assuntos particulares.
Além de vice-prefeito, Odvane é o titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico.
Ele também já foi vereador e chegou a presidir a Câmara Municipal de Guararema.