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Instituída em Mogi a Semana de Prevenção, Conscientização e Combate à Automutilação

O próximo mês de setembro será dedicado a discussão sobre uma questão preocupante para muitas famílias de Mogi das Cruzes com filhos jovens que estão enfrentando problemas com auto-mutilação, uma prática que vem aumentando muito nos últimos tempos entre essa parcela da população. A iniciativa é da Câmara de Mogi, com a aprovação do projeto […]

Por O Diário
01/04/2022 18h41, Atualizado há 53 meses

O próximo mês de setembro será dedicado a discussão sobre uma questão preocupante para muitas famílias de Mogi das Cruzes com filhos jovens que estão enfrentando problemas com auto-mutilação, uma prática que vem aumentando muito nos últimos tempos entre essa parcela da população.

A iniciativa é da Câmara de Mogi, com a aprovação do projeto de lei de autoria do vereador Osvaldo Silva (REP), na terça-feira (29), que insere a “Semana Municipal de Prevenção, Conscientização e Combate a Automutilação” no calendário de eventos oficiais do município. No período estão previstas atividades e ações preventivas junto com a campanha do “Setembro Amarelo”,  sobre conscientização e prevenção ao Suicídio.

A automutilação, como destaca o projeto, é definida como qualquer comportamento intencional envolvendo agressão direta ao próprio corpo sem intenção consciente de suicídio. As formas mais frequentes dessa autopunição são bater em si mesmo, cortar a própria pele, queimar-se ou arranhar-se.

De acordo com estudos de especialistas, as práticas promovem alívio de dores emocionais. Tem sido observada uma crescente associação a problemas como depressão, violência sexual, transtorno bipolar, síndrome do pânico, bulimia, anorexia, bullying, transtornos alimentares, dentre outros problemas.

O autor do projeto, observa que em Mogi das Cruzes, dados da Vigilância Epidemiológica revelam que entre 2019 e 2020 foram registrados cerca de 111 casos de violência autoprovocada, seja por automutilação ou por tentativas de suicídio, praticadas por crianças e adolescentes com faixa etária entre 10 e 18 anos, destes, cerca de 80% pertencem ao sexo feminino. 

Esses números, como aponta o projeto, representam apenas os casos notificados às autoridades de saúde, mas é sabido que existem muitos outros que não são registrados e não entram para as estatísticas, o que impede uma atuação mais eficaz nas causas raiz deste problema.

A explicação é de que ainda que a pessoa não tenha a intenção de se ferir seriamente, ela não consegue ter controle disso.  O que preocupa é que há riscos de um machucado mais profundo, que pode comprometer seus movimentos ou até mesmo matar a pessoa. 

Na justifica do projeto, Silva arguenta que a Semana de Prevenção requer a participação da comunidade escolar e da sociedade em geral para a discussão sobre esse tema,  a fim de auxiliar a sociedade a evitar essa prática, e estimular a pessoa a desenvolva seu autocontrole, orientar e ajudar os pais, trazer à tona que os problemas pessoais não resolvidos que levam a automutilação.

“Essa propositura é importante porque atinge jovens e adolescentes que sofrem na própria pele esse problema. O pior mesmo não é a dor física, mas a dor emocional. A doença é causada pela dificuldade que os pacientes têm de lidar com situações negativas”, destacou Silva.

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