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Itanhaém começa a discussão sobre o seu pedágio

Com um respeitável atraso em relação a Mogi das Cruzes, pelo menos um município da Baixada Santista passou a atentar para as mudanças que a Artesp pretende implantar naquela região, a partir do plano de concessão do Lote Rodovias do Litoral Paulista. Na última sexta-feira, segundo informa o jornal Diário do Litoral, vereadores de Itanhaém […]

Por O Diário
07/07/2021 05h34, Atualizado há 61 meses

Com um respeitável atraso em relação a Mogi das Cruzes, pelo menos um município da Baixada Santista passou a atentar para as mudanças que a Artesp pretende implantar naquela região, a partir do plano de concessão do Lote Rodovias do Litoral Paulista.

Na última sexta-feira, segundo informa o jornal Diário do Litoral, vereadores de Itanhaém se reuniram para avaliar os impactos que o projeto poderá causar ao município, especialmente com a implantação de uma praça de pedágio, na altura do Km 326,3 da rodovia Padre Manoel da Nóbra, que corta a cidade.

O presidente da Câmara, Silvio de Oliveira (SDD), garante que existe muita preocupação em relação ao plano do governo estadual que prevê a duplicação da rodovia Padre Manoel da Nóbrega, no trecho entre Peruíbe e Pedro de Toledo, e com a instalação da praça de pedágio em Itanhaém.

Lá, como aqui, os problemas são parecidos. Segundo Oliveira, “a medida vai impactar diretamente a Cidade, quanto à questão financeira, pois já pagamos um pedágio alto no sistema Anchieta-Imigrantes”. Já os mogianos também pagam pedágios na Ayrton Senna e na Via Dutra.

A situação por lá parece ser um pouco mais complicada, já que a Câmara enviou ofício para agendar uma reunião com o diretor geral da Artesp, Milton Persoli, no dia 23 de junho, e recebeu como resposta que não havia agenda para atender aos vereadores, que parecem desconhecer até mesmo o conteúdo do edital divulgado para a concessão, que traz informações sobre a obra. 

Independente disso, a bronca começa a ganhar corpo e o presidente da Câmara já fala em recorrer à Justiça para, ao menos, ser informado sobre os detalhes das obras a serem realizadas na cidade que ele representa. Outros vereadores também demonstram insatisfação com a maneira com que a Artesp conduz o processo, simplesmente impondo suas decisões sem uma discussão mais ampla a respeito dos impactos na vida das cidades atingidas. 

O Diário faz menção a audiências públicas realizadas pela Artesp, em 2019, em Itanhaém, Mogi e Bertioga, também sem a devida divulgação para que a comunidade pudesse se organizar para debater assunto tão importante. 

De um jeito ou de outro, Mogi está muito na frente na discussão do problema, embora o viés autoritário da Artesp seja o mesmo em relação a todas as cidades envolvidas. No caso de Mogi, por exemplo, o projeto inicial já foi alterado, com a mudança no local do pedágio, na Mogi-Dutra. E não se voltou a discutir o assunto, numa nova audiência pública. É autoritarismo ou não?

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