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Justiça condena a 32 anos de prisão homem que matou a namorada idosa em Mogi

A 3ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve júri realizado na Comarca de Mogi das Cruzes condenando Bruno Francisco dos Santos a 32 anos, 1 mês e dez dias de prisão pelo feminicídio da própria companheira, Heloídes Fernandes Gimenez Tavares. O crime aconteceu em agosto de 2021. Os dois […]

5 de junho de 2023

Reportagem de: O Diário

A 3ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve júri realizado na Comarca de Mogi das Cruzes condenando Bruno Francisco dos Santos a 32 anos, 1 mês e dez dias de prisão pelo feminicídio da própria companheira, Heloídes Fernandes Gimenez Tavares. O crime aconteceu em agosto de 2021. Os dois ficaram juntos por 10 meses e a vítima era 42 anos mais velha que o então namorado.

Quando o crime aconteceu, o condenado tinha 23 anos. Heloídes – que era pensionista e modelo da 3ª idade – foi encontrada pela filha e pelo genro, já sem vida na casa em que morava, em Brás Cubas. Ela tinha ferimentos perfurantes na região da cabeça, nuca e peito. Foram subtraídos pertences da idosa, incluindo um celular e certa quantia em dinheiro.

Segundo testemunhos, o acusado e a vítima mantinham um relacionamento conturbado. Em juízo, o réu assumiu o crime, mas alegou ter agido em legítima defesa, hipótese afastada pela turma julgadora. “As provas carreadas aos autos dão conta de que tão-somente a vítima sofreu agressões e mesmo que a versão apresentada pelo réu fosse verdadeira, as provas pericial e testemunhal carreadas aos autos demonstraram a gravidade das lesões suportadas pela vítima, não se podendo, assim, albergar a causa de exclusão de antijuridicidade de legítima defesa”, registrou o relator do acórdão, desembargador Hugo Maranzano.

Também participaram do julgamento os desembargadores Ruy Alberto Leme Cavalheiro e Jayme Walmer de Freitas. A decisão foi por unanimidade de votos.

O Caso

Bruno Francisco dos Santos não tinha passagem pela polícia quando Heloídes Fernandes Gimenez Tavares foi morta. Entretanto, o Setor de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP) passou a investigar o caso e encontrou, no celular do condenado, outros contatos de mulheres mais velhas que ele. O que apontava um padrão.

Antes do assassinato, Santos chegou a agredir a modelo, o que foi determinante para que ela colocasse um fim no relacionamento, que já era conturbado. Mas, no dia 19 de agosto de 2021, a vítima teria buscado o autor do crime para que ele passasse um tempo com ela. Entretanto, durante uma discussão, ela virou de costas e foi esfaqueada diversas vezes por ele, que saiu do lugar levando os pertences dela.

Mais tarde, naquele mesmo dia, a filha da vítima chegou à casa da mãe, onde a encontrou morta, embaixo de uma coberta e com sangue no rosto e na nuca. Heloídes ainda estava pendurada entre as quinas do sofá.

A Polícia e o Samu foram acionados no local. Depois, a Polícia passou a ouvir testemunhas e monitorar as contas da vítima. Em uma transação com o cartão dela, foi possível encontrar o ex-namorado. Ele estava na casa de familiares em Mogi e mostrou aos policias aonde tinha escondido o cartão e o celular da vítima.

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