Justiça mantém prisão preventiva de sócia de escola acusada de maus-tratos
A Justiça manteve a prisão preventiva da pedagoga Fernanda Carolina Rossi Serme da Silva, detida nesta segunda-feira (25), em uma casa de Mogi das Cruzes. Ela é indiciada no inquérito policial que investiga denúncias de maus-tratos a crianças com idades entre 1 e 6 anos, da Escola de Educação Infantil Colméia Mágica, localizada na zona […]
26/04/2022 15h31, Atualizado há 52 meses
A Justiça manteve a prisão preventiva da pedagoga Fernanda Carolina Rossi Serme da Silva, detida nesta segunda-feira (25), em uma casa de Mogi das Cruzes. Ela é indiciada no inquérito policial que investiga denúncias de maus-tratos a crianças com idades entre 1 e 6 anos, da Escola de Educação Infantil Colméia Mágica, localizada na zona leste de São Paulo.
Segundo nota encaminhada a O Diário pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, na audiência de custódia realizada nesta terça-feira (26), em Mogi das Cruzes, o juízo não verificou ilegalidade no cumprimento do mandado de prisão preventiva de Fernanda, que ficou mantida.
Ela é vice-diretora e sócia da irmã, Roberta Regina Rossi Leme, também indiciada no inquérito e que segue foragida. Segundo a defesa, as empresárias negam os crimes.
Em nota enviada a este jornal na segunda-feira, a Secretaria de Estado da Segurança Pública informou que a Polícia Civil cumpriu, em Mogi das Cruzes, o mandado de prisão preventiva em desfavor de uma das proprietárias da instituição particular de ensino Colmeia Mágica, mas o caso segue em investigação, sob sigilo, pela 8ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (CERCO). “Diligências seguem em andamento. Mais detalhes serão preservados para garantir autonomia ao trabalho policial”, trouxe a nota encaminhada pela assessoria de imprensa da pasta estadual.
O caso veio à tona após a circulação de vídeos nas redes sociais mostrando crianças chorando e com os braços amarrados por panos, além de alunos recebendo alimentação em um banheiro da escola. A partir daí, a unidade de ensino das irmãs passou a ser investigada, no último dia 10 de março, pelos crimes de maus-tratos, periclitação de vida – colocar a saúde das crianças em risco -, e submissão delas à vexame ou constrangimento por causa destes vídeos.