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Líder em logística rodoviária, JSL cresce no país e exterior

Há 65 anos, o português Julio Simões (1928-2012) – que chegou ao Brasil em 1952 para trabalhar como mecânico e depois atuou como caminhoneiro no transporte de hortifrutigranjeiros entre São Paulo e Rio de Janeiro -, criava a então Julio Simões, hoje JSL, em Mogi das Cruzes. Atualmente, a empresa líder em logística rodoviária no […]

Por O Diário
26/02/2022 08h00, Atualizado há 54 meses

Há 65 anos, o português Julio Simões (1928-2012) – que chegou ao Brasil em 1952 para trabalhar como mecânico e depois atuou como caminhoneiro no transporte de hortifrutigranjeiros entre São Paulo e Rio de Janeiro -, criava a então Julio Simões, hoje JSL, em Mogi das Cruzes. Atualmente, a empresa líder em logística rodoviária no país e uma das maiores da área na América Latina está em todos os estados brasileiros e em sete países, com mais de 200 unidades em 16 setores da economia. Com 15 mil ativos, sendo 6 mil caminhões, a JSL teve crescimento de 70% em receita e resultados no ano passado e aposta na área tecnológica para crescer ainda mais. Na entrevista a seguir, o CEO Ramon Alcaraz avalia o mercado e revela planos:

Qual a atuação da JSL e os diferenciais da empresa?
A JSL é a maior empresa de operações logísticas do Brasil e uma das maiores da América do Sul. É clássica na operação logística para qualquer necessidade dos clientes, com extensa variedade em toda a cadeira logística, presente na indústria de papel e celulose, mineração, automotiva, entre outras, e nossa expectativa é se desenvolver cada vez mais na área tecnológica. Temos 25 mil colaboradores diretos e 10 mil agregados e terceirizados e estamos presentes em todos os estados do território nacional e em sete países, incluindo recentemente a África do Sul, com mais de 200 unidades espalhadas por estas regiões. Os principais serviços são transporte de carga convencional e operações dedicadas à armazenagem. Hoje, a JSL é uma holding, formada pela Fadel Soluções em Logística, Transportes Marvel, TPC Logística Inteligente, Transmoreno Transportes e Logística e Transportadora Rodomeu.

 

Há mais planos para o exterior?
Temos um grande plano de internacionalização, fomos recentemente para a África do Sul, saindo dos limites da nossa vizinhança, que é a América do Sul, e estaremos em todos os continentes. 

E os investimentos no Brasil?
Fazemos investimento pesado seja em ativos, construção de armazéns e treinamento de pessoas. Divulgamos o capex, que é todo o investimento em máquinas e equipamentos, de R$ 750 milhões, e deveremos fazer um investimento bastante significativo este ano. 

Hoje, quais as principais dificuldades do mercado?
É a falta de alguns componentes. Atualmente, está complicado conseguir comprar caminhão, por exemplo. Crescemos baseados neste ativo e hoje, se quisermos comprar um caminhão, temos que esperar praticamente um ano para poder ter este ativo. Vivemos hoje a consequência do início da pandemia, quando as fábricas pararam. O mundo hoje está muito conjugado, então, se uma fábrica na Ásia parar, compromete os produtos aqui no Brasil. 

Existe dificuldade também para contratação de mão de obra?
Apesar de no Brasil haver um número grande de desempregados, agravado pela própria pandemia, falta mão de obra especializada. Então, quando precisamos de uma função especializada, até mesmo a de motorista, por exemplo, temos dificuldades em conseguir um profissional pronto e, muitas vezes, temos que contratar e prepará-lo para a função.

Este ano de 2022 é de retomada da economia? Quais são as expectativas?
A JSL não tem do que reclamar, principalmente no ano passado. Divulgamos esta semana números recordes, crescemos 70% em receita e o mesmo percentual em resultados. Foi um dos melhores anos, senão o melhor da JSL. Foi espetacular, com um crescimento fantástico e vamos continuar crescendo. Nossas expectativas para 2022 são muito positivas, até porque acreditamos que aqueles segmentos que sofreram mais em 2021, como o automotivo, vão retomar em 2022. 

A JSL tem sua sede administrativa em Mogi. A pretensão é continuar na cidade?
A Julio Simões, criada há 65 anos em Mogi, se transformou em JSL e hoje faz parte do grupo Simpar, que também tem a Movida, Vamos, CS Brasil, Original e BBC. O grupo nasceu em Mogi, então está empenhado com a história de Mogi e não tem como se desvincular desta região. Não pretendemos sair da cidade, muito pelo contrário, estamos ampliando nossa sede administrativa, construindo um novo prédio para abrigar mais pessoas para poder dar vazão ao crescimento do grupo. 

Como o senhor avalia a AGFE?
A importância é as grandes empresas de Mogi e região poderem se ajudar. Elas podem se conhecer, trocar experiências e mostrar seu potencial à região e para fora. Desde que foi criada, vários negócios começaram a acontecer. Muitas vezes, há empresas que não se conhecem e buscam matéria-prima ou insumos em outra região, quando poderiam comprar do vizinho, ou o inverso, têm produtos para oferecer e vão longe para vendê-los, mas tem um cliente em potencial na sua região. Então foi uma ideia que vem dando certo.

 

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