Metalúrgicos de Mogi fazem ato de protesto para alertar sobre os riscos de fechamento de fábricas
O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes fez um manifesto na tarde desta quinta-feira (21) em frente à unidade da GM, no Taboão, para protestar contra o fechamento da Ford, chamar atenção dos trabalhadores e alertar a categoria sobre os riscos de fechamento de novas fábricas se o Governo Federal não […]
21/01/2021 17h23, Atualizado há 66 meses
O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes fez um manifesto na tarde desta quinta-feira (21) em frente à unidade da GM, no Taboão, para protestar contra o fechamento da Ford, chamar atenção dos trabalhadores e alertar a categoria sobre os riscos de fechamento de novas fábricas se o Governo Federal não promover as reformas tributárias e restabelecer uma política de incentivo fiscal para manter as empresas e estimular a criação de empregos.
Os trabalhadores da ativa estão solidários àqueles que foram demitidos da Ford e seus familiares, segundo o diretor do Sindicato, Davi Martins, que organizou o protesto em Mogi. “O objetivo desse ato foi mostrar que o que aconteceu com os funcionários da Ford também pode acontecer com trabalhadores da GM, assim como de outras empresas se o Governo Federal não mudar sua postura”, explica o sindicalista, que estima a participação de 600 funcionários no protesto desta tarde, realizado no horário da troca de turno.
O sindicalista acredita que o Governo Federal poderia restabelecer um diálogo com a direção da Ford para tentar manter a empresa no Brasil e evitar sua transferência para a Argentina. Ele acha que ainda há tempo para isso, motivo pelo qual as centrais sindicais decidiram fazer esse manifesto simultaneamente em diversas empresas nesta quinta-feira.
“Somos contra o fechamento de qualquer empresa, porque quando uma montadora fecha, o impacto é grande e afeta toda a cadeia produtiva”, diz ele, citando por exemplo, o caso da NGK, fornecedora da Ford e muitas outras empresas que fornecem insumos à indústria automobilística.
Martins observa que apenas em 2020, 716 mil empresas fecharam no País, gerando mais de 2 milhões de desemprego, por “falta de interesse e de responsabilidade do Governo Federal, que não se preocupa em estabelecer diálogo, agilizar a reforma tributária, desonerar, gerar emprego e ajudar as empresas que estão com dificuldade de se manter, não pelo custo da mão de obra, mas pelo preço da matéria-prima e insumos”, reforça.