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Mogi tem baixa adesão à vacina contra a gripe

A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe ocorre em um cenário em que os holofotes estão voltados ao processo de imunização contra a Covid-19. Apesar de as secretarias de saúde adotarem estratégias para a aplicação de cada uma das doses, bem como orientar sobre o período para que o paciente tome cada uma delas, […]

Por O Diário
28/05/2021 14h51, Atualizado há 63 meses

A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe ocorre em um cenário em que os holofotes estão voltados ao processo de imunização contra a Covid-19. Apesar de as secretarias de saúde adotarem estratégias para a aplicação de cada uma das doses, bem como orientar sobre o período para que o paciente tome cada uma delas, diversas cidades enfrentam baixa adesão à imunização contra a gripe e o mesmo é enfrentado em Mogi das Cruzes. Prestes a finalizar a segunda fase da campanha, no próximo dia 8, a cidade tem apenas 43,1 mil pessoas vacinadas, de um total esperado de 157 mil, o que representa 27% de cobertura vacinal. 

O imunizante contra a gripe é feito por meio da fecundação de ovos de galinha, necessários para o cultivo dos vírus usados na vacina. No interior da estrutura, que serve de embrião, entre 10 e 11 dias, é injetado o inóculo viral do vírus H1N1 e das outras duas cepas da gripe incluídas na vacina: H3N2 e B. Por conta disso, a única contraindicação fixa da vacina é para as pessoas que têm alergia a ovo de galinha. Já no caso de quem estiver com febre, a orientação é para postergar o recebimento da dose. 

A Secretaria Municipal de Saúde destaca que a principal mudança no processo de imunização neste ano é a necessidade de observar o intervalo entre as duas vacinas, que deve ser de 14 dias. Outra orientação do Ministério da Saúde é priorizar a aplicação da dose contra a Covid, caso haja coincidência de datas. A Secretaria Municipal de Saúde solicita que, se possível, a pessoa deve levar o cartão da vacinação da Covid-19 para a conferência do intervalo das doses.  

A vacina contra a gripe é aplicada de segunda a sexta-feira, das 8 horas às 16h30. No sábado passado (22) e neste (29), a dose também estará disponível em sete unidades de saúde, das 8h às 16h, para facilitar o acesso e ampliar os índices de cobertura.

No primeiro sábado, a adesão ficou abaixo do esperado. As unidades que farão a vacinação contra a gripe neste sábado são: Alto do Ipiranga, Jardim Camila, Vila Suíssa, Ponte Grande, Jardim Universo, Jardim Aeroporto II e Nova Jundiapeba.
Na primeira fase da campanha foram atendidas crianças entre 6 meses e 6 anos incompletos, povos indígenas, trabalhadores da área da saúde, gestantes e mulheres puérperas (até 45 dias após o parto). Já na segunda fase, vieram os idosos com mais de 60 anos e trabalhadores da Educação, tanto para professores quanto aos demais funcionários de escolas. Independentemente da fase atual, os grupos das fases anteriores podem receber o imunizante. 
Das doses aplicadas em Mogi até a última semana, 17.055 foram em idosos, seguidos por 16.535 crianças, 4.944 trabalhadores da saúde, 2.484 gestantes, 405 puérperas e seis indígenas.

Última fase começa no dia 9 de junho

A terceira e última fase da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe começa no dia 9 de junho e terá duração de um mês, até 9 de julho. Segundo dados do Ministério da Saúde, essa etapa abrangerá cerca de 22 milhões de pessoas. 
O público-alvo, neste caso, é composto por integrantes das Forças Armadas, de segurança e de salvamento; pessoas com comorbidades, condições clínicas especiais ou com deficiência permanente; caminhoneiros; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário; trabalhadores portuários; funcionários do sistema de privação de liberdade; população privada de liberdade; e adolescentes em medidas socioeducativas.

As pessoas das fases anteriores que não tomaram a dose na ocasião de seu período de imunização ainda podem procurar os postos de vacinação até o dia 9 de julho. 

Sanitarista defende proteção

O sanitarista e professor do curso de Medicina do Centro Universitário São Camilo, Sergio Zanetta, ressalta que o vírus H1N1, do qual a vacina contra a gripe protege, provocou inúmeras mortes entre os anos de 2009 e 2010 no mundo inteiro. Por isso, esta imunização é tão importante para proteger a vida quanto a da Covid-19. 

“A vacinação contra a gripe é fundamental, porque ela atinge alguns grupos que não estão sendo vacinados contra a Covid-19. Protege os idosos, de imediato, também as gestantes e crianças de 6 meses a seis anos. Essas faixas etárias mais jovens e específicas têm uma cobertura com a vacina da gripe que não tem com a da Covid. São vírus diferentes, em criança pequena ele é bem grave, por exemplo”, destacou. 

Assim como a vacina contra a gripe, o médico ressalta que a da gripe protege as pessoas de evoluírem para o quadro mais grave da doença. “Nós temos um monitoramento contínuo dos vírus Influeza que estão circulando no Hemisfério Norte. O Instituto Adolfo Lutz faz esse monitoramento e nós vacinamos no inverno brasileiro contra os vírus que já atacaram no Hemifério Norte. Então, a vacina contém as três cepas mais graves em circulação e o vírus H1N1”, ressaltou. 

A baixa cobertura vacinal coloca em risco também o controle dos vírus. Por isso, todos os anos a base das vacinas é revista a fim de garantir a prevenção à disseminação, entre os milhares de vírus, daqueles que estão com maior força. 

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