Mogi vai aumentar a pressão sobre o governo contra o pedágio
A indiferença com que o governo João Doria (PSDB) vem tratando a cidade de Mogi das Cruzes e seus representantes no caso do movimento contra a instalação de um pedágio na ligação rodoviária Mogi-Via Dutra já atingiu os limites da paciência e da boa vontade de negociar com o político e seus assessores. Assim, só […]
07/07/2021 18h07, Atualizado há 61 meses
A indiferença com que o governo João Doria (PSDB) vem tratando a cidade de Mogi das Cruzes e seus representantes no caso do movimento contra a instalação de um pedágio na ligação rodoviária Mogi-Via Dutra já atingiu os limites da paciência e da boa vontade de negociar com o político e seus assessores.
Assim, só deve restar aos políticos, representantes de entidades e à própria comunidade iniciar um processo de aperto no torniquete relativo ao processo eleitoral envolvendo Doria e seu vice, Rodrigo Garcia (PSDB), virtuais candidatos a presidente da República e a governador do Estado de São Paulo, respectivamente.
Segundo apurou a coluna, desde o último final de semana estão acontecendo alguns encontros, até então considerado improváveis devido ao distanciamento político ou pessoal entre seus participantes, onde ficou evidente a disposição de se superar tal situação em favor da luta pelo bem comum de Mogi e região.
Ou seja, há um consenso cada vez mais amplo em torno da necessidade de uma união de todos, independentes de posições político-partidárias, para evitar que a cidade seja penalizada com o pedágio, cada dia mais perto de ser concretizado.
O Estado já mostrou que não dá a mínima atenção aos gritos isolados, vindos da região do Alto Tietê. Por isso, a exemplo de como já aconteceu em outras oportunidades – como nos casos de lixão, do VLT e do cadeião, contra os quais a cidade se insurgiu no passado –, é preciso existir maior unidade para demonstrar ao governador e seu pupilo Garcia, a insatisfação de uma região com a maneira como vem sendo tratada pela dupla e seus acólitos da Artesp e outros órgãos.
Especialmente aqueles ligados ao malfadado plano de concessão do Lote Rodovias do Litoral Paulista. Um projeto destinado a levar benefícios à Baixada Santista, mas sustentado com o dinheiro recolhido na estrada de maior movimento entre as que integram a proposta.
Ou seja, o litoral recebe obras e a população do Alto Tietê paga a conta, cada vez que tiver de passar pelos dois sentidos da Mogi-Dutra. Os primeiros encontros comunitários, por enquanto, ainda em pequena escala, foram altamente significativos, pela disposição de todos de se unirem na pressão contra o governo, que não irá mais se limitar a apelos isolados.
Deve ser mostrado a Doria e a seu pupilo Garcia o real peso político de uma região com quase 2 milhões de habitantes e de mais de 1 milhão de eleitores, que não vai se dobrar facilmente à indiferença e ao autoritarismo, com os quais o Estado vem tratando o Alto Tietê.