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Moradora denuncia incêndios criminosos em Mogi

A temporada de falta de chuvas mal começou e Mogi das Cruzes segue registrando focos de incêndio em áreas de mata da cidade. Não bastassem as altas temperaturas, outro fator continua influenciando para o aumento das ocorrências no território: a intervenção humana. É o caso do parque das Varinhas, conforme aponta a leitora Silvia Frias […]

Por O Diário
01/05/2021 12h52, Atualizado há 66 meses

A temporada de falta de chuvas mal começou e Mogi das Cruzes segue registrando focos de incêndio em áreas de mata da cidade. Não bastassem as altas temperaturas, outro fator continua influenciando para o aumento das ocorrências no território: a intervenção humana.
É o caso do parque das Varinhas, conforme aponta a leitora Silvia Frias da Silva, que denuncia: “Constantemente estão destruindo a pequena mata que aqui existe para construção de casas; hoje estão colocando fogo e ninguém faz nada”. O problema maior seria na avenida Ricieri Bertaiolli Júnior.

“Olha, aqui estão acontecendo várias invasões e muitos incêndios e destruição da mata e continuação do rio.É muito triste! Estamos abandonados”, lamenta a moradora.

Logo após receber a mensagem de que pessoas estariam ateando fogo naquela região da cidade, a reportagem de O Diário se dirigiu ao local, mas não flagrou ocorrências naquele momento.

A reportagem também contatou a Prefeitura de Mogi das Cruzes para apresentar o problema e questionar sobre possíveis soluções.
Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança informou que frente à reclamação da moradora e das informações disponíveis, “as ações serão intensificadas nesta região da cidade, com o objetivo de prevenir a ocorrência tanto de queimadas, quanto de ocupações irregulares”.

A pasta acrescenta que denúncias do tipo podem ser feitas pelo telefone 153, da Central Integrada de Emergências Públicas (Ciemp). 
A Secretaria informa “que existe um trabalho conjunto para o combate a ocorrências de queimadas em áreas de mata e de ocupações irregulares em áreas de preservação ambiental. A ação tem as participações da Polícia Militar Ambiental, da Guarda Municipal, do Departamento de Fiscalização de Posturas, da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, entre outros. É realizado o monitoramento ativo de várias regiões da cidade e o Parque das Varinhas é um desses pontos prioritários deste trabalho”.

Reacendendo o sinal de alerta, no caminho para acompanhar a ocorrência no Parque das Varinhas o repórter fotográfico Eisner Soares flagrou um incêndio em outra área, no final da Avenida Japão. O foco já estava praticamente controlado, mas vale o alerta de que, nestes dias mais quentes, cuidados devem ser redobrados.

Cuidados

Veja algumas orientações a serem adotadas em casos de incêndio em mata, fornecidas pelo Corpo de Bombeiros:

– Ao se deparar com o incêndio em uma floresta, o primeiro passo deve ser ligar imediatamente para os telefones 193 (Bombeiros) ou 190 (Polícia Militar) e nunca supor que alguém já tenha feito o chamado;

– Deve-se manter a calma e responder às perguntas do agente; em seguida, fazer rapidamente uma análise geral da ocorrência verificando se há vidas em perigo, localização dos focos, edificações vizinhas, topografia do terreno (ascendente ou descendente) e direção do vento, além de planejar rotas de fuga.

– Se a pessoa morar em uma região em que a casa possa ser atingida por um incêndio, a orientação é fazer a retirada dos animais e de todos os membros da família do local.

– Outras medidas são: usar calças e camisas de manga comprida para proteção, remover combustíveis e itens que possam queimar em torno do imóvel, incluindo pilhas de madeira, móveis de jardim, churrasqueiras, coberturas de lona, entre outros.

– Antes de sair devem-se ligar as luzes de fora e deixar uma luz acesa em cada cômodo para tornar a casa mais visível, no caso de fumaça pesada, ajudando na visibilidade das equipes de socorro. As portas e janelas também devem ficar fechadas, mas desbloqueadas para que os bombeiros consigam entrar rapidamente no imóvel a fim de combater o incêndio.

Outros casos

No início da abril, uma área de vegetação nos bairros do Rodeio e Ponte Grande também sofreu com os problemas das queimadas.

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